Juliette teve alta uma semana depois.
Fomos para casa, tristes por deixar Miguel, mas era necessário. Viemos visitá-lo todos os dias e ele estava a ter uma evolução muito boa. Tão boa que hoje tivemos a feliz notícia de que ele já podia regressar connosco.
Rodolffo ficou com Miguel no berçário enquanto Juliette foi receber alguns conselhos da médica.
Nos últimos dias ela começou a dar-lhe mama para que quando regressasse tivesse continuação. Juliette sempre teve leite porque estimulou desde inicio doando para o banco de leite.
- Juliette, tem aqui o teste que tinha pedido. Ainda é necessário?
- Para mim é, doutora.
- Então está tudo. Leve o Miguel e sejam felizes. Qualquer coisa, eu estou aqui.
- Obrigada. Até mais.
Juliette foi ter com Rodolffo e juntos regressaram a casa.
Enquanto ele foi buscar a Vitória para conhecer o irmão, Juliette colocou o teste de ADN numa moldura e embrulhou de presente. Colocou-o na cama de casal do lado de Rodolffo. Juntou-lhe uma etiqueta com o nome dele.
Vitória chegou e ficou encantada com o irmão. Quis pegar nele e foi ajudada por Juliette que se sentou do lado dela ajudando a segurar.
Rodolffo olhava para os três com um ar ternurento.
- Mamãe, ele não abre os olhos?
- Abre mas ainda é muito pequenino. Agora só quer dormir. Anda ajudar a mamãe a pô-lo no berço.
Juliette subiu com o filho no colo e Vitória atrás dela.
Tinha colocado o berço no quarto de hóspedes, onde ela dormia hà muito tempo.
Rodolffo subiu depois delas e foi direito ao seu quarto. Reparou no presente e decidiu abri-lo já que tinha o nome dele.
Viu o quadro, largou-o na cama e saiu. Pegou nas chaves do carro e saiu em alta velocidade.
Precisava apanhar ar e acalmar. Pouco depois estacionou perto de uma praia, inclinou o banco e recostou-se com os olhos fechados.
Já era noite quando ele decidiu regressar.
Juliette não estava feliz com o que tinha feito, mas para ela era necessário. Por mais que ele já tivesse consciência do erro, por mais que já tivesse pedido desculpa, ela precisava da prova física para seguir em frente.
À hora de jantar ele ainda não tinha regressado. Ela deu o jantar a Maria Vitória, deu mama ao Miguel e colocou-os para dormir.
Estava a começar a jantar quando ouviu o carro dele.
Rodolffo entrou. Por incrível que pareça vinha calmo. Chegou junto de Juliette, virou a cadeira dela de lado, pô-la em pé e tascou-lhe um beijo de tirar o fôlego. A princípio ela tentou afastar-se mas ele era mais forte.
De seguida subiu as escadas, entrou no quarto onde estava Miguel, pegou no berço juntamente com ele e levou-o para o quarto dele trancando a porta do quarto de hóspedes.
Juliette ainda demorou alguns minutos para se recompor e só então foi atrás dele. Ao ver o berço no outro quarto ia dizer alguma coisa, mas Rodolffo antecipou-se.
- Se este berço e tu saírem deste quarto eu vou embora e nunca mais me vês.
Dito isto, saiu do quarto, deixando Juliette sem palavras e foi jantar calmamente.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Permita-se Amar
Fiksyen Peminat...e pela rua, lado a lado, somos muito mais que dois (M. Benedetti)
