Alisson, acordou assustada pela brutalidade com qual a porta foi aberta, então após pegar o canivete abaixo da cama, caminhou lentamente até a porta do quarto, abriu, e foi até o corrimão da escada, onde se assustou ao ver Tyler saindo e retornar arrastando algo suspeito.
Com medo de contraria-lo, decidiu observar em silêncio, mas em vão, pois Tyler parecia ter um sensor que apitava sempre que estava sendo perseguido ou observado.
- Deixei algo pra você na mesa da cozinha docinho. - Ele disse ao notar a presença da garota.
Animada, ela desceu as escadas e foi até a mesa da cozinha, onde encontrou algumas rosas e um lanche, abrindo um sorriso de orelha a orelha.
- Você é o máximo Tyler. - Ela disse abocanhando seu hambúrguer, e só então notou o corpo no chão da sala enquanto Tyler arrastava o sofá e arredava o tapete, dando visão para um alçapão no chão. - PUTA QUE PARIU! QUE MERDA É ESSA TYLER?!
Ela engasgou com o lanche e começou a tossir, sendo forçada a colocar o pão na mesa de volta
- Coma seu lanchinho e volte a dormir sem me incomodar, benzinho. - Ele estava bem humorado, enquanto Alisson parecia prestes a passar mal de tão pálida.
- Aí Tyler... - Alisson sentiu suas pernas bambearem, e antes que percebesse, estava a centímetros do chão, mas Tyler tinha movimentos rápidos e precisos, e não permitiria que sua garota se machucasse de uma forma tão fútil.
Sua visão escureceu tão rápido, que quando tomou consciência de si de novo e percebeu estar acordada, já tinha sido deitada no sofá e estava coberta.
- Como se sente? - Ele perguntou sério, estava sentado em uma cadeira a frente, a observando de perto.
- Me diz que aquilo não era um cadáver. - Ela disse se sentando de pressa e ameaçando passar mal de novo.
- Não né Alisson, é só o bosta do Filiph. - Ele revirou os olhos como se estivesse falando de um objeto literalmente inútil e desprezível.
Ela engoliu em seco se lembrando do nome, era o mesmo rapaz que estava bloqueado em seu celular. Poderia ser um rapaz com quem ela estivesse tendo algo no passado mas Tyler havia acabado de sequestrar? Isso explicaria o celular quebrado.
- Tyler, eu realmente perdi a memória, eu não sei quem é esse cara, não sei oque tá acontecendo, então por favor, para com essa merda, eu tô ficando maluca, e você tá me deixando assustada, você não pode trazer um cara todo amarrado pra cá, parece que tá morto, eu quase tive um troço. - Ela disse colocando suas mãos sobre a própria cabeça com os olhos fechados de raiva.
- Alisson, já pode parar de falar que não se lembra de nada. O problema era o Filiph, o Filiph tá aqui, você só precisa me dizer oque quer que eu faça com ele. - Ele disse acariciando ombro da garota.
- Com ele nada, só quero que acredite em mim, eu caí, e BATI A CABEÇA EM UMA PEDRA, está entendendo? Eu não lembrava nem do seu nome, e agora você trouxe um cara desacordado pra casa, oque quer que eu pense? Eu deveria compactuar com isso e mandar você sei lá, biliscar os mamilos dele? Não faço a menor ideia de quem seja esse cara.- Ela disse exausta por ter que repetir.
Ele ficou alguns minutos em silêncio, e então, repetiu como se fosse burro;
- Você realmente não se lembra das coisas? - Ele parecia incrédulo.
- SIM, é oque estou tentando te dizer desde que você saiu. - Ela disse frustrada.
- Ah... Você poderia ter me contado antes docinho, assim eu poderia te ajudar... Bem, não sei como, mas... Parece horrível, foi muita sorte você ter voltado pra mim e não ter sido devorada por algum animal. - Ele sorriu sem graça pegando as mãos dela.
Ela revirou os olhos sem paciência e tomou as próprias mãos de volta para si.
- Tyler, quem é esse cara? Vai direto ao ponto.
- Alisson... Esse é o principal suspeito pelo desaparecimento da minha irmã.
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Doce Caos
Misterio / SuspensoEssa história contém muitos temas sensíveis como; Abuso psicológico. Violência doméstica. Agressão. Sequestro. Feminicídio. Homicídio. Tortura. Sexo. Pessoas sensíveis a isso, por favor, evitem ir a fundo nessa leitura.
