Encontros do Destino

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Quando tomou consciência de si, o sol já invadia o quarto, e sua saliva molhava o braço dolorido sobre o qual havia dormido por horas.

Após urinar, Alisson desceu em busca do lanche trago por seu príncipe na noite anterior, estava faminta.

Tyler estava jogado no sofá, apagado. Além do lanche, agora, havia um caderno na mesa, com figurinhas, como prometido pelo bom homem.

Ela sorriu vendo os marca texto coloridos e os outros itens aleatórios de papelaria que Tyler havia trago.

Ela precisava urgentemente pensar em algo, o blefe havia funcionado, mas se ela não arquitetasse um plano real, em breve Tyler tornaria cometer um crime, e dessa vez, poderia ser pior se eles não tivessem nada.
 
Aquela era uma oportunidade perfeita para começar a usar seus belíssimos artigos coloridos e enfeites de papelaria, criando um maléfico plano. Infelizmente, ideias não davam em árvore, oque a levaria a improvisar e rezar para que funcionasse.

O primeiro passo era se aproximar de Filiph, o melhor, esse era o objetivo, oque não parecia simples considerando o fato de por algum motivo ela tê-lo bloqueado. As conversas eram pouco reveladoras, aparentemente, eles só se procuravam para trocar informações sobre um amigo em comum; Christopher. "Você está com ele agora?" "Avisa ele que estou indo." "Pergunta o Chris se ele quer comer uma pizza comigo e com os meninos." "Você acha que ele vai gostar desse vestido?"

Esse cara não tem celular ?

Era bem estranho, e por algum motivo, o tal Christopher realmente não aparecia em nenhuma das redes sociais de Filiph, mas de repente; bingo! Um contato. "Chris bem"

Chris bem? Oque isso significa? Quem é esse cara? E porque ele também tá bloqueado?

Alisson se questionou segundos antes de criar coragem para desbloquear e mandar "oi", quando recebeu uma notificação de Filiph. Aparentemente, bloquear, desbloquear, mandar mensagem e apagar, era um ótimo começo para um "P.I", segundo as próprias palavras da garota.

Esse é o começo de um plano improvisado, "p.i" então é normal que as coisas não aconteçam como planejado, já, que não tem nada planejado. Ela raciocinou sorrindo como se aquilo fizesse muito sentido.

"Alisson, não sei que merda você quer, mas fica longe do Christopher, oque aconteceu fica no passado, ele não tinha nada haver com isso."

Ótimo, oque aconteceu?

"Não posso prometer nada." Ela digita insegura, mas logo apaga ao avaliar o quão seria aquela situação poderia se tornar.

Segundos depois, enquanto tornava enfeitar o caderno já que o "não" plano estava confuso demais para ser escrito, o tal Christopher respondeu.

"Alisson?"
Oque aconteceu? "
Porque você sumiu do nada? "
"O Filiph fez ou disse alguma coisa babaca?"
Podemos conversar? "

Alisson sorriu. Parecia perfeito, pela forma como ele digitava, certamente seria fácil entender e resolver a situação.

"Me desculpa, eu fiquei confusa. Podemos conversar sim."

Ela respondeu satisfeita, e escondeu o celular ao sentir Tyler chegando sorrateiramente por trás.

— Oque foi isso? - Tyler franziu o cenho.

— Oque?

— Você acabou de esconder o celular?

— Não, eu nem vi você se aproximando, simplesmente só fiz oque já queria antes de ver você se esgueirando como um raposo.- Ela mentiu sem vacilar, e ele ergueu a cabeça para encara-la de mais alto.

— Tudo bem então. - Ele se sentou. — Você sabe que pertence a mim, não sabe? - Ele perguntou em um tom sério.

— Papo torto do caralho. - Ela se levantou deixando o lanche pela metade e saiu indo novamente para o banheiro, aonde retornou a sua conversa com Christopher.

"Quando podemos nos ver?"

Ele perguntou. Ela não poderia pedir carona a Tyler para isso, ele provavelmente não concordaria, mas ela também não tinha dinheiro para um Uber, ônibus ou qualquer coisa que fosse .

"Hoje? Tô fazendo um pix pro seu Uber. Pode ser na minha casa?"

Ela engoliu em seco sem acreditar, era orgulhosa demais para aceitar dinheiro daquela forma, mas soou tão natural e cotidiano, encaixava como uma luva para a situação na qual se encontrava.

"Tá, me manda o endereço."

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