???

14 4 28
                                        

(Esse cap tem 866 palavras, socorro, tô tentando colocar mais detalhes pra deixar mais realista e isso tá aumentando brutalmente o tamanho dos cap AKAKKA)

Não se preocupe tanto, meu bem... o que eu poderia ter feito de tão horrível? — perguntou a original, com um sorriso doentio.

Alisson sentiu algo apertar em seu peito. Um nó denso, sufocante.

Eu prefiro nem pensar... — ela respondeu em pensamento sentindo o clima pesar.

Tyler dirigia alheio, incapaz de ver ou ouvir a outra Alisson, ele mantinha os olhos fixos na estrada.

Não consigo imaginar as coisas horríveis que uma PUTA como você faria . — Alisson soltou em um rosnado.

Acho que consegue sim... deve até estar com a bucetinha suando só de imaginar...— a original respondeu, mantendo o sorriso malicioso nos lábios.

— Você só fala merda. — murmurou a nova Alisson envergonhada, enquanto encarava seu reflexo no vidro por trás da "Alisson falsa".

— Mas eu tô na minha, meu bem!— Tyler disse, perdido.

— Já te falei que tô falando sozinha! — ela disse irritada se lembrando da forma sarcástica como a outra Alisson havia a chamando da mesma forma.

Hey... não fala assim com ele... — a original respondeu, fingindo se importar. — Achei que você estava apaixonada, não é assim que se trata seu príncipe encantado.

Foi então que um calafrio percorreu por sua espinha, como se um vento gelado a cortasse conforme invadia seu corpo.

Era como se ela tivesse sido empurrada para fora de si mesma.

Tudo parecia girar ao seu redor, e quando as coisas voltaram ao normal, ela se viu: translúcida, imóvel dentro do carro como um fantasma.

O Que Você Fez? — ela gritou, encarando suas mãos quase etéreas. — TYLER?! Você tá me ouvindo?!

Nenhuma resposta. Ele continuava concentrado na estrada.

"Não, amor. Ele não tá te ouvindo. Mas agora... ele pode ME ouvir."

A impostora se ajeitou no banco.

Ela suava como uma chaleira, como se estivesse tão viva ao ponto de transbordar prana pelos poros.

Alisson, sentia o coração disparando, os pelos arrepiando, um calor entre as pernas  — mesmo sem concordar, mesmo sem realmente sentir aquilo. O corpo reagia à presença dele, mesmo enquanto em posse da original.

— Tyler... — a voz saiu tão arrastada que quase poderíamos considerar um gemido.

— Gatinha, você tá me distraindo... tô no volante agora, dirigindo a 90 por hora. Podemos conversar depois?

— Não quero conversar... — ela confessou, passando o braço com leveza por trás de seu pescoço.

Do banco de trás, a verdadeira Alisson tentava se controlar.

Alisson, tira a mão dele! Caralho! — ela xingou, sentindo a garganta apertada. Ela quase não podia respirar, o ar parecia tão pesado que quase se tornava espeço. — Você não...você não a-ama ele. - Ela gaguejou sem acreditar nas próprias palavras.

"E você ama? Como poderia ser você aqui, se você não tem coragem?"- Ela perguntou retirando a toca que cobria todo o rosto de Tyler.

Alisson tentou desviar o olhar, mas não conseguiu. Viu sua boca — sendo controlada pela outra — lamber e mordiscar orelha avermelhada. Viu suas unhas arranharem o peitoral exposto. Sentia os arrepios, o calor, o suar do corpo.

— Tu tá chapada? — Tyler perguntou, engolindo em seco, com a voz rouca.

— SIM! — gritou a verdadeira de trás. — VIU? Ele vai perceber que não sou eu! - Ela se iludiu.

— Claro que não... é tão absurdo assim eu querer um afeto? — a outra sussurrou.

— Não, só... sei lá. Não tô reclamando, mas você tá meio diferente...

A impostora sorriu. E como se aquilo o encorajasse, entraram numa estrada de terra. Em meio às árvores, Tyler parou na estrada isolada, desligou o motor e, no escuro abafado do carro, puxou Alisson para seu colo.

A original, desesperada, lutava para retomar o controle. Mas era inútil. Tudo parecia um sonho ruim.

Ela ainda sentia tudo.

As mordidas. Os chupões. O calor da língua em seu pescoço. A respiração pesada. Os dedos grossos finalmente tocando suas partes macias — e ela piscava os encharcando em resposta.

E isso era o pior. Sentir seu corpo tão entregue ao tesão enquanto sua mente sucumbia a pensamentos suicidas.

— Tyler... — ela arfava como uma verdadeira puta, em um tom de luxúria que a nova Alisson jamais usaria. Estava tão envergonhada, constrangida.

— Ele é meu, Alisson! PARA! — gritou a nova Alisson, desesperada.

Seus olhos quase estavam tão molhados quanto sua buceta, oque embaçava sua visão . — Por que você tá fazendo isso comigo?! Por que quer justo ele?! — ela soluçava, afogando na própria impotência. — Tyler, ela não sou eu! Por favor, para!

Mas ele estava cego, via o corpo. O rosto. Sentia o perfume. Mas era incapaz de perceber a anormalidade naquela mudança brusca de personalidade, coisa com a qual ele já estava acostumado.

O carro já se encontrava abafado, com os vidros embaçados e cheiro de suor, as respirações ofegantes e os gemidos preenchiam o lugar.

Quando finalmente sentiu uma pequena parte de si mesma voltar ao corpo, foi como se acordasse de um pesadelo, mas dentro de outro, pois a impostora também estava lá. Elas estavam dividindo o mesmo corpo.

Com o pouco de controle que tinha, chorou. Silenciosamente.

— Tá tudo bem? — Tyler perguntou, ao sentir as lágrimas salgando o beijo.

— Eu tô emocionada por finalmente estar de volta...- A original respondeu.

Doce Caos Onde histórias criam vida. Descubra agora