O cara amarrado no porão - Parte 2

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- Oque vamos fazer? - Alisson perguntou se lembrando a realidade sobre quem era Tyler, e com oque ela estava compactuando.

- Você só precisa dormir, eu dou um jeito nele. - Ele disse depositando um beijo rápido na testa da garota ainda em seu colo.

- Tyler, não quero que machuque esse cara, você... Tinha dito que ele era o principal suspeito, né? Mas não o culpado. Por favor, me deixa tentar ajudar. Eu já consegui o pendrive, se der mais um tempo, posso conseguir uma confissão ou... Só confie em mim, por favor, não machuque ele. - Ela implorou com os olhos.

Alisson não se importava de fato com a vida daquele sujeito, apenas não queria que Tyler tivesse problemas com a polícia, pois isso o levaria preso, e isso significava que eles não poderiam mais estar juntos.

- Tá, e o que você vai fazer? - Ele perguntou sorrindo com sarcasmo.

Alisson endureceu sua expressão de forma amarga.

- Porque me procurou pedindo ajuda se não confia em mim? - Ela saiu do colo dele, e abriu a porta do armário buscando cobrir seus seios ainda expostos.

- Isso foi um ótimo começo, é difícil me concentrar com você assim. - Ele brincou, e ela revirou os olhos realmente magoada. - Calma bem, eu confio. Só perguntei pra saber do que você precisa pra fazer oque estiver planejando.

Ela vestiu uma das camisas largas de Tyler e se virou para ele sorrindo. Allison Já tinha algo em mente, mas nada bem elaborado, era mais um improviso do que um plano, mas se sentia mais confiante sabendo que ele confiaria nela mesmo sem saber do suposto plano.

- Quero que faça ele dormir de novo, e devolva pro barraco dele. - Ela disse sem pestanejar.

- Mas Alisson?! - ele exclamou boquiaberto como se aquilo não fizesse o menor sentido.

- Ele não viu seu rosto ainda, pode acordar achando que foi tudo um sonho, não sei, faça como preferir, mas tira ele daqui, e não machuca ele. Eu resolvo depois, tenho um plano em mente mas preciso de tempo pra aprimorar, e não vou conseguir pensar com a cara dele na televisão dado como desaparecido. - Ela blefou.

Ele pareceu pensativo, mas então suspirou.

- Você está certa, não sei oque estava pensando, sem dúvida eu seria um dos primeiros suspeitos pra polícia mesmo sem eles saberem que eu conhecia o Filiph. - Ele entrelaçou os dedos das mãos passando-as por trás da cabeça e encarou o chão pensando no quão óbvio era.

Mesmo que Tyler só tivesse tido conflitos com o rapaz na escola, a polícia precisaria de bem menos para acusa-lo, e Tyler sabia disso.

Tyler já havia sido acusado de várias coisas, de tentar roubar pão a ser um professor do fundamental que assediava criancinhas, mesmo sem que ele fosse professor, ou que morasse próximo a escola e as crianças.

Pensando nisso, ele se aproximou de Alisson, e beijou seus lábios pela última vez naquela madrugada, antes de ir devolver o homem, que agora, gritava sem parar.

- Você me faz usar o cérebro, por coisas assim que preciso em você. - Ele disse saindo do quarto.

Alisson apenas sorriu vitoriosa ao vê-lo sair. Aquilo poderia parecer pequeno, mas fazia ela sentir que poderia mudar Tyler para melhor, transforma-lo em um homem bom.

Na realidade, para Alisson, Tyler não era um vilão, ele apenas gostava de fazer justiça, e estava propício a ser preso ou internado por isso, mas em qualquer uma das hipóteses, ela estaria lá para salva-lo, iria orienta-lo, impedindo que agisse por impulso de forma primitiva, e caso ele agisse, ela ainda estaria ali, limpando cada rastro deixado por seu caos, pois é assim que deveria ser, aquele era o destino.

Doce Caos Histórias para pegar e não largar. Descubra agora