O encontro entre eles foi agitado, movido por muitos sentimentos, e pouca paciência.
Tudo o que Penélope queria era fazer uma tatuagem, a possível dor ou o fato do lugar escolhido deixar o seu rosto em brasas não eram um problema. O seu maior probl...
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— Quem foi que deu o meu número para aquele cretino!!!!???? — Nora e Wanda se entreolharam apavoradas quando questionei elas.
— Não fui eu! — falaram as duas ao mesmo tempo, Nora desviou o olhar e eu soube que tinha sido ela, ela sempre fazia isso quando mentia.
— Ah, é? E ele descobriu meu número magicamente? Ele além de tatuador, tatuado e mulherengo agora é hackear? — ironizei.
— Tá, fui eu...— Nora admitiu.
— Nora! — Eu e Wanda a repreendemos.
Eu, em um tom bravo, Wanda, em um tom ofendido porque somente agora ela estava sabendo sobre isso porque certamente gostaria de ter participado desse plano maquiavélico por trás das minhas costas.
— Ele queria se desculpar! Eu só quis ajudar porque se dependesse de você vocês nunca mais iriam se ver.
A observei cobrir as mãos com as luvas estalando-as com um puxão.
— Exatamente, porque essa é a intenção! Que inferno. — guardei o celular no bolso com a mensagem visualizada e ignorada.
— Não vai responder ele? — me perguntaram em uníssono, cada uma de um lado meu, julgando e reprovando a minha decisão.
— Não, pelo menos não por hora. E se insistirem eu mesma pinto meu cabelo — ameacei, o que foi suficiente para que elas não tocassem mais no nome de Shane ou sobre qualquer asssunto relacionado.
— Podemos ir para aquele bar! Lá é bem legal e animado.
Wanda disse, depois delas dispararem mil opções de lugares cujo queriam me arrastar, esfregando a minha promessa na minha cara a cada cara feia que eu fazia diante das opções. Tinha tanto tempo que eu não saía para me divertir que não me agradava nem um pouco a ideia.
Precisaria procurar uma roupa adequada que não fosse um pijama, trabalhar muito na minha preguiça e forçar o meu lado antisocial a ser social por pelo menos 3 horas seguidas. Só de pensar eu já estava cansada e queria arrumar uma desculpa para não ter que ir para lugar algum. Ficar tanto tempo confinada na própria bolha e zona de comforto não faz bem para ninguém e eu sou a prova viva disso.
Meu celular vibrou novamente durante o tempo de espera da coloração da tinta.
— Além de cretino é inoportuno, e não sabe esperar uma resposta nem quando se é claramente ignorado. — eu resmunguei de braços cruzados, a perna subindo e descendo freneticamente naquela mania antiga e viciante que sempre voltava para me atormentar em algum momento.
As meninas não ousaram comentar nada sobre o que falei e prosseguiram citando as ideias sobre a nossa noite fora, me perguntando o que eu achava a cada opção. Tentei argumentar para que desistissem, mas no final de tudo iríamos para um bar mega-hiper-super legal no final de semana, que seria daqui uns três dias, muito pouco tempo para poder preparar meu psicológico que sofreria danos eternos e graves por causa disso.