O encontro entre eles foi agitado, movido por muitos sentimentos, e pouca paciência.
Tudo o que Penélope queria era fazer uma tatuagem, a possível dor ou o fato do lugar escolhido deixar o seu rosto em brasas não eram um problema. O seu maior probl...
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— É impressão minha...ou ela e o Stephan meio que se parecem? — cochichei com Penélope, franzindo a testa e intercalando minha atenção da mulher de cabelos longos tingidos de castanho para o ruivo parado ao nosso lado, ocupado demais babando na loira de cabelos curtos para escutar as minhas palavras.
— Talvez se ela pintasse o cabelo de loiro, sim — Penélope murmurou, pensativa. — Os dois tem sardas, mas isso é só um detalhe, acredito que seja só impressão mesmo, afinal, você não mencionou que ele não tem parentes, certo?? — sussurrou, meio que perguntando e afirmando, o que me forçou a concordar porque Stephan não tinha nenhum parente além da avó que faleceu anos atrás, os pais dele sumiram no mundo após abandoná-lo, o que era o mesmo que nada.
— Ei, Dionisía. — Tio Marcus sorriu como saudação assim que ela e a prima se aproximaram. Ele olhou para Daisy e ergueu sobrancelhas como se a reconhecesse.
— Olá, boa noite. — Dionisía coçou o canto da boca, sorrindo para todos.
— Pensei que não viria — Lucius comentou, apoiando as mãos no balcão para se inclinar um pouco. O que me fez prender um sorrisão porque o bastardo nem disfarçava o quão gamadão ele está pela loira.
— Eu disse que viria — Dionisía respondeu, para a felicidade do meu irmão.
— Esse é o Shane. — Lucius apontou com a cabeça para mim, e eu ofereci a Dionísia o sorrisão que prendia, esperando passar uma boa primeira impressão que não fosse a intimidadora que minha aparencia costumava causar nas pessoas.
— Sou amigo desses dois idiotas. — acrescentei, dando uma leve cotovelada de encorajada em Penélope para que tentasse falar algo ao invés de apenas observando tudo calada pois sabia que desse jeito ela facilmente assustaria alguém.
— Eu sou Penélope. Vim com esse palhaço ambulante. — indicou com a cabeça na minha direção.
Revirei os olhos rindo e a cutuquei na cintura como resposta para o seu comentário maldoso, arrancando um sorriso dela, e recebendo uma cotovelada da mesma logo em seguida.
— Você ainda quebra uma costela minha um dia — coloquei a mão na região fazendo uma careta, esfregando a região atingida.
— Vou acertar com mais força na próxima então — ela murmurou, sorrindo diabólica.
— Legal conhecer vocês — Dionisía sorriu. — Essa é a minha prima, Daisy. — indicou com a mão.
— Eu sou Stephan. — O ruivo disse, sorrindo brevemente para ela.
— Lucius. — o moreno falou, sem sorrir e menos recptivo do que todos nós, como era de se esperar.
Daisy concordou e olhou para Marcus, também com ar de quem o conhecia.