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CAPÍTULO 25

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            Tatuar o Lucius me fez descobrir que os meus irmãos estão perdidamente apaixonados. O que significa que, na verdade, nós três estamos apaixonados. Entretanto, os dois ainda não tinham ido muito longe com esse "relacionamento" deles.

Rever Lucius e Stephan me encheu de nostalgia, reviveu todo o vínculo que criamos antes do acidente, que achei estar destruído, e me trouxe também coragem para deixar todo esse medo para trás e retomar a vida que fugi por anos. Recuperar minha relação com os meus irmãos, com o Tio Marcus, e levar minha estressadinha comigo para que ela virasse parte dessa minha família caótica, porque ela se juntaria à essa família quer o seu lado de bicho do mato queira, ou não.

Para evitar minha possível desistência eu combinei com Lucius e Stephan que iria até o bar Callahan essa noite. O único detalhe foi que eu prometi levar a Penélope comigo e quando convidei ela, a resposta foi um não bem grande. E desde então ela não visualizou mais as minhas mensagens, sequer aceitou as minhas ligações porque sabia que eu estaria insistindo sobre o assunto.

Sem opções, eu voltei para meu apê, tomei um banho, me arrumei e dirigi direto para o prédio onde ela mora com as meninas, e subi com a permissão do porteiro que já me conhecia decidido a levar ela comigo mesmo que de pijamas e ameaçando me matar enquanto eu dormia, ou na melhor das hipóteses implorar de joelhos usando o estado decadente do não relacionamento dos meus irmãos como desculpa para convencê-la.

— Oi, Shane — Nora sorriu assim que abriu a porta e me viu, o cabelo loiro dividido em dois e trançado com umas fitas de seda inusitadas.

— Oi, Nora. Como vai?

— Bem. Pode entrar. — Ela gesticulou e soltou a maçaneta. Segui ela até a cozinha somente depois que fechei a porta e tirei meus sapatos.

Penélope estava sentada na bancada da cozinha despejando miojo dentro de três pratos. Tinha tanto miojo e inúmeros temperos ali dentro que aquilo já não poderia mais ser considerado um simples miojo. Acho que até ovo, milho e ervilha foram adicionados naquela mistura, e quando eu achei que não tinha como piorar, ela trouxe outra panela do fogão e despejou grãos dd feijão no prato dela, tudo enquanto mexia os ombros em uma mini dancinha feliz, entusiasmada sobre seu prato macabro.

— Oi, estressadinha. Oi, Wanda — Cumprimentei as duas. Wanda sorriu antes e mexeu a cabeça para devolver o aceno, começando a atacar seu prato no instante seguinte.

— Nem vem, eu não saio desse apartamento tão cedo — Penélope me avisou antes mesmo que eu alcançasse a cadeira em que ela tinha acabado de se sentar, enfiando uma garfada monstruosa na boca com tanta vontade que eu nem soube o que falar durante os primeiros segundos.

— Eu nem falei nada — Me defendi, abraçando a barriga dela por trás e apoiando meu queixo no topo da cabeça dela após depositar um pequeno beijo em suas madeixas verdes.

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