O encontro entre eles foi agitado, movido por muitos sentimentos, e pouca paciência.
Tudo o que Penélope queria era fazer uma tatuagem, a possível dor ou o fato do lugar escolhido deixar o seu rosto em brasas não eram um problema. O seu maior probl...
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— Como é? — Perguntei, minha mente entrando em pânico e meu punho se fechando pronto para acertar ele de novo. Esse pervertido!
— Tira a blusa — repetiu, e dois segundos depois abriu um sorriso perigoso — Você quer fazer uma tatuagem entre os seios, estou certo? — assenti, só então me recordando e compreendendo o pedido dele.
— Então como caralho quer que eu faça se não tirar a blusa? Na força do pensamento definitivamente não vai rolar.
Esbravejou quase que grunhindo de tão agressivo como apenas ele conseguia ser. O próprio poço de arrogância, ignorância, rudez, rispidez, soberba e canalhice. Shane era o significado dessas palavras, certamente um homem como ele foi o criador delas, ou filho da razão de suas criações, porque o tatuador esbanjava essas palavras dos olhos, pela boca e todo o restante do corpo forte e tatuado.
— Ah, tá, entendi — me levantei sentando novamente para poder tirar a blusa.
— E o que você tinha entendido sobre tirar a blusa?
O encarei em silêncio, não precisou de muitos neurônios para ele pensar a mesma besteira que eu. Eu tinha maliciado a pergunta porque ele gritava malícia em tudo que saía da sua boca, acabei me deixando maluca e me fez levar tudo para outro sentido nas suas palavras e não no qual eu sabia o significado.
— E depois o antiprofissional sou eu. — Debochou cruzando os braços dando uma risada maldosa.
— Que bom que você sabe.
Toquei no zíper da minha blusa que eu tinha escolhido justamente por causa da tatuagem. A peça era simples de tirar e colocar por ter um longo zíper bem na frente. Mas com o olhar fixo do tatuador em meus movimentos o meu rosto consequentemente sentindo minha intimação começou a esquentar e ficar vermelho cada vez mais.
Decidida puxei o zíper para baixo, porém a voz de Shane me impediu continuar.
— Se...— Ele hesitou antes de continuar. — Se sentir desconfortável por tapar os seios comigo, posso chamar uma amiga tatuadora. Já fizemos isso com algumas clientes — me disse, olhando para a minha mão no zíper e a parte visível superior aos meus seios.
Pensei na inúmeras de vezes que ele deve ter dado essa outra alternativa para as suas clientes, e em quantas delas doidas pelo tatuador negaram a mulher. E em como isso podia ter ido além de apenas profissilnalismo aqui dentro desse estúdio e nessa mesma maca em que eu estava sentada.
Eu não tinha vergonha do meu corpo, nem de mostrar os meus seios ou o corpo todo para um estranho, isso não era problema nenhum. Mas a ideia desse filho da puta, babaca, cretino e safado ver os meus seios me deixou contrariada depois de tudo que presenciei, e é claro que a ideia de ir contra todas as outras que deixaram ele ver tudo me atingiu feito um raio.