CAPÍTULO 17

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       — Você precisa levar ela para conhecer o resto da família! A sua mãe quer ela no próximo aniversário dela. — E essas foram as primeiras palavras da minha avó assim em que eu coloquei os meus pés de volta para o meu apartamento.

Tinha sentindo saudade disso. Da voz e da companhia da minha avó. E da minha mãe. Do meu irmão e da minha irmã. Do meu sobrinho que a essa altura nem deve se lembrar mais quem eu sou e quem um dia fui para ele. Eu sentia saudade de todo mundo o tempo todo, e estar revendo a vovó estava abrindo ainda mais aquela ferida da saudade que nunca foi cicatrizada, ou fechada.

— Também sentimos a sua falta, querido— A minha avó disse quando surgiu na minha frente e observou a minha expressão, adivinhando cada pensamento meu. Sempre foi assim, desde pequeno ela sabia cada coisa que se passava na minha cabeça. Assim como a minha mãe.

— Eu sinto muito, vó — As lágrimas que prendi fora do alcance dos outros por tantos anos começaram a cair. — Sinto muito pelo acidente. Por ficar tanto tempo longe. Sinto muito por tudo — solucei. — Não queria me afastar....não queira machucar a mamãe...

— Eu sei disso, meu menino — Ela me abraçou e esfregou as minhas costas, me arrastando até o sofá. — A sua mãe também. Ela nunca culpou você. E nem eu. Então, você também não pode continuar se culpando desse jeito, sim? — disse, ao me deixar deitar a cabeça nas pernas ela, que ficou dando aquelas familiares batidinhas no meu braço, enquanto tudo o que eu conseguia fazer era soluçar e tentar me apegar às palavras de conforto dela depois de tanto tempo preso com os meus próprios demônios, me culpando sem parar.

— Não consigo....minha mãe quase morreu.

— Mas não morreu. A sua mãe está melhor do que nunca, querido. Forte como o touro. A única coisa que a faz ficar triste é saber que o filho dela está assim...não sabe a dor que é para uma mãe saber que seu filho está sofrendo, e não poder fazer nada para acabar com aquilo. É assim que ela se sente.

— O que eu fiz não tem conserto, vó...— murmurei, agarrado nos joelhos e tornozelos dela.

— Não. Mas não foi o fim do mundo. Tente conversar com ela, está bem? Apenas pense um pouco mais sobre. Ela ficaria feliz. Ela sente saudades do filho dela. Escute o que tem para lhe dizer, e deixe ela escutar você também. As coisas nunca vão se resolver se você continuar fugindo delas, esperando que se resolvam se não estiver olhando. Não olhar para algo não faz com que esse algo pare de acontecer. E já passou da hora de você entender isso, meu menino.

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