O encontro entre eles foi agitado, movido por muitos sentimentos, e pouca paciência.
Tudo o que Penélope queria era fazer uma tatuagem, a possível dor ou o fato do lugar escolhido deixar o seu rosto em brasas não eram um problema. O seu maior probl...
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— Espera aí, vocês não podem me deixar aqui assim, eu sequer o conheço! — Falei, segurando as duas pelos braços quando elas tentaram me abandonar naquele corredor cheio de portas e artes pelas paredes e teto.
— Fica calma, Penélope, ele não é nenhum tarado. Bem, geralmente — Wanda parou para refletir, os lábios se apertando conforme começou a pensar sobre aquele detalhe alarmante.
— Como assim geralmente? Quer dizer que eu corro o risco de ser arragada se entrar??? — perguntei de testa franzida.
— Não sei, ele tem uma...certa fama...
Wanda murmurou enrolando uma mecha do cabelo dela e olhando ao redor como se suas últimas palavras não tivessem a menor importância, disfarçando sobre a bomba que tinha acabado de me soltar.
— Certa fama? Certa fama de quê? Do tipo tatuador famoso? Ou do tipo péssimo tatuador? Lá vai você me colocando em outra furada! — Bufei de mãos levantadas.
— Conquistador barato que flerta com qualquer garota e leva todas para a cama...talvez até mesmo a do estúdio, um clichê eu diria....— explicou, para o meu enorme pavor.
— Você só pode estar brincando se quer que eu entre nesse estúdio correndo o risco de ser agarrada por um flerteiro compulsivo!
Quase gritei, meu rosto fervia de raiva e eu só não pulava no pescoço da Wanda porque existiam as grandes chances de eu não conseguir escapar da polícia e consequente da prisão.
— Bem, leve os flertes como um bônus para enaltecer a sua beleza e autoestima massageando seu ego que já é altíssimo.
Ela sorriu na tentativa de fazer a sua piadinha soar melhor, o que obviamente não deu certo. Cruzei os braços e continuei encarando ela. Ela estalou a língua e assobiou.
— Não? Nem um pouquinho? — ela me questionou de sobrancelhas bem erguidas.
— Não, nem um pouquinho. — neguei.
Ela soltou o ar se aproximando, me segurou pelos ombros e olhou nos meus olhos com uma expressão séria, como se fosse me confessar algo muito importante.
— Olha, apenas relaxa! Nós vamos estar no estúdio no final do corredor à esquerda, se ele der em cima de você faz o que sabe fazer de melhor...— Franzi a testa sem entender ao que ela estava se referindo.
—...Faça ele se arrepender de não respeitar a sua decisão e se dar conta de com quem ele está lidando, você é boa nisso...já apagou uns nove caras que tentaram te agarrar, dá conta de mais um!
Ela socou o meu braço de brincadeira e me contornou, seguindo para o final do corredor no estúdio onde Nora com toda certeza já estava a flertar com os dois homens que eu sabia que estavam lá dentro. Os números sortudos da vez.
Bufei irritada e me arrependendo profundamente de ter cogitado pensar em me tatuar. Deveria ter amarelado, mesmo que fosse ser considerada uma galinha medrosa.