capítulo 50

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- JIMIN -

Durante toda a nossa vida, passamos por mudanças, desde o nosso desenvolvimento ainda no útero de nossa mãe, nascimento etc. Passamos por muitas fases, fases muito importantes e necessárias para o nosso desenvolvimento como pessoas.

E talvez, não, na verdade, com toda certeza, eu me vi paralisado na fase em que a opinião do meu pai tem mais peso que a minha própria opinião, na fase em que ter seu aval é o divisor de águas para algo que eu quero ou não fazer. Foi assim com a minha decisão de cursar Música ou Administração na faculdade, e, no final das contas, sim, foi uma boa escolha; hoje sou feliz no meu ramo de trabalho e não me arrependo de ter seguido a vontade do meu pai.

Porém, é aqui que se encerra seu poder sobre mim.

Durante as doze horas de voo de volta para casa, pensei bastante sobre a forma como tenho vivido. Taehyung, na verdade, já havia falado algumas vezes sobre a forma como meu pai se porta, mas, sendo sincero, nunca vi isso com maus olhos. Afinal, meu pai sempre quis me proteger, isso é um fato, mas, olhando de outra perspectiva, sua proteção tem me prejudicado.

Falei com JungKook sobre o fato de não querer abandonar meus pais por causa dele, e nem abandonar ele por causa dos meus pais; na realidade, por causa do meu pai, que é o maior acusador do JungKook. E é verdade, parece impossível que possamos viver em paz; parece impossível que as famílias que passaram tantos natais juntas possam agora viver em comunhão.

A vontade de estar certo, de provar quem errou, de apontar o dedo e ser o certo; o ego cegou a todos nós.

Senhor Jeon foi corrido por algo que não sei dizer se é culpa, remorso ou simplesmente raiva, e agora está definhando, fazendo com que toda a família definha junto com ele.

Tudo poderia ser diferente se as duas famílias colocassem a felicidade acima da raiva e da vingança, mas eu cansei, cansei de fazer parte disso, cansei de aceitar as coisas como elas são.

Eu quero mudança, e essa mudança vai começar por mim.

A porta da casa do meu pai foi aberta pela governanta, e logo me dirigi à mesa do café da manhã, onde encontrei ele e a minha mãe.

- Quando você chegou? - meu pai perguntou.

- Há duas horas atrás, passei em minha casa e vim para cá, preciso conversar com vocês - falei vendo minha mãe se pôr em alerta.

- Aconteceu alguma coisa com o JungKook e a minha netinha? - ela perguntou, parecendo preocupada.

- Não, eles estão bem - falei olhando para o relógio; ainda não liguei para o JungKook avisando que cheguei.

- Então, sobre o que você quer conversar? - meu pai perguntou, tendo seu foco em mim.

- Muitas coisas aconteceram nesta última semana - murmurei, expulsando o ar com força.

- E essas coisas me fizeram perceber o quão manipulada e decidida a minha vida foi; outras pessoas tiveram mais poder do que eu mesmo sobre as minhas decisões - falei, e meu pai franziu o cenho.

- Você ainda está falando sobre cinco anos atrás, e já disse que...

- Não estou falando apenas sobre cinco anos atrás; estou falando sobre sua cobrança no trabalho, como se eu não fosse bom ou capacitado para fazer o que venho fazendo há anos - falei, encarando meu pai. - Estou falando sobre suas atitudes em relação à minha vida particular e amorosa.

DIREITO DE ERRAR - jikookOnde histórias criam vida. Descubra agora