capítulo 59

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-AUTORA-

É impressionante, é surreal como na verdade não nos conhecemos; é surreal imaginar que, a essa altura do campeonato, com mais de vinte anos de idade, ainda podemos nos surpreender com nós mesmos.

É isso que se passa na mente de Jungkook agora, enquanto sente os solavancos da ambulância e observa o rosto desacordado do senhor Jeon.

Pior! Enquanto assiste aos médicos tentando reanimá-lo.

Enquanto ora em silêncio!

— Por favor, não o deixe morrer.

Ele estava orando, pedindo pela vida do homem que, quinze minutos atrás, cogitou deixar morrer sem ajuda.

Os médicos conversaram entre si, até que um deles olhou para Jungkook, para o seu rosto molhado pelas lágrimas, e em seguida para a sua barriga já muito aparente.

— Você precisa se acalmar! — falou com o cenho franzido.

— Vamos! — praticamente ordenou, segurando a mão de Jungkook com força.

— Você está tremendo! Feche os olhos e puxe o ar com força.

E assim Jungkook fez, mas seus lábios voltaram a tremer.

— Ele morreu? — perguntou em um fio de voz, temendo a resposta.

— Não, conseguimos estabilizá-lo. Você foi rápido em nos chamar; salvou a vida dele.

"Salvou a vida" — céus, ele fez isso mesmo? E está feliz com isso?

— Que alívio. — disse, levando a mão ao coração e se curvando para frente, chorando ainda mais.

— Tem alguém com quem você queira falar? Um parente para te acompanhar no hospital? Você também não parece bem. — O paramédico disse, analisando-o.

— Minha gestação é de risco, não posso passar por estresse. — contou, e ele assentiu.

— Mais um motivo para pedir para alguém acompanhar vocês. — falou, pegando o próprio celular e entregando-o.

Na pressa, esqueceu o seu  no apartamento e comentou isso assim que entrou na ambulância.

— Obrigada! — murmurou, levando toda a sua atenção ao aparelho que agora estava em suas mãos.

Queria ligar para Taehyung, desejava que ele fosse ao hospital e, só depois que soubesse de notícias concretas, ligar para Jimin e pedir que ele fosse ao hospital, mas não se lembrou do número dele; parecia que sua mente estava comportando-se como um bloco branco.

Ironicamente, só conseguia lembrar o número de Jimin e, hesitando, discou.

Chamou, chamou, e a ligação foi para a caixa postal.

Tentou uma segunda vez e teve o mesmo resultado.

Apenas na quarta tentativa, enquanto ouvia o motorista da ambulância avisar que estavam chegando, Jimin atendeu.

— Quem é? — Jimin perguntou de imediato.

A voz de Jungkook temeu em não sair.

— Quem é? Por que está me ligando tanto? — perguntou, parecendo estressado.

DIREITO DE ERRAR - jikookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora