capítulo 52

858 127 50
                                        

OBRIGADA PELOS 41K DE VISUALIZAÇÕES

NÃO SE ESQUEÇA DE DEIXAR SEU COMENTÁRIO E VOTO.

TENHAM UMA ÓTIMA LEITURA 👻

- JIMIN -

Você já sentiu a dor da distância?

Estou sentindo essa dor pela segunda vez na vida. É aquele tipo de dor que nos faz pensar na pessoa, desejar que ela esteja ao nosso lado, desejar que ela corra até você ou que você corra até ela.

Mas, diferente da primeira vez que senti essa dor, o cenário era outro. Era um cenário de um "adeus", quase como a morte. A diferença é que você sabe que, se quiser e puder, poderá encontrar a pessoa. E talvez essa seja até uma dor mais incisiva do que a da morte, porque a dor da morte é irremediável, é para sempre, sem possibilidade de mudança. É um adeus e será para sempre.

Mas agora sinto a dor da saudade quase gostosa, na qual você está longe, mas apenas por distância, com hora e data marcada para se encontrar, com contatos constantes: ligações, vídeos, mensagens de texto.

E, para mim, essa também tem sido uma dor importante.

São três horas da tarde, estou na empresa, mas sendo sincero, neste momento não estou trabalhando. Estou andando por toda a minha sala, apontando o celular para todos os lados, tentando captar cada pedacinho.

- Sua sala é enorme! - JungKook falou, parecendo entusiasmado do outro lado da tela.
- Sim, eu achei isso no início, mas agora tem tantos papéis que parece um pouco sufocante - falei, voltando a me sentar na cadeira.
- Entendo, mas para mim ainda parece enorme - murmurou, deitando na cama.

- O que você fez hoje? - perguntei, acomodando-me melhor.
- Eu dormi a maior parte da manhã. Acho que, por conta da gestação, estou conseguindo dormir durante o dia, mas durante a noite é quase impossível - contou, suspirando.
- Eu percebi que estava dormindo um pouco enquanto estava com você, porque tem momentos aqui que estou exausto - falou.
- Acho que é a proximidade do meu pai - devagou, olhando para o teto. Mas, derretendo, abriu um sorriso.

- Depois de muita insistência, convenci o Yoon a ir a um restaurante hoje à noite - contou, parecendo animado.
- Foi difícil convencê-lo? - perguntei, sorrindo um pouco.
- Muito! Sabe, o Yoon trabalha de casa, mal sai. Até para ir ao mercado, o Hobi quem vai... - ele falou, um pouco pensativo.

- Você acha que isso é um problema? - perguntei, sabendo a resposta.
- Sim, ele não gosta de falar muito, mas sei lá, ele se isolou, não gosta que as pessoas vejam ele. Até mesmo no dia em que fomos à fonte, ele pareceu muito desconfortável - murmurou, soltando o ar com força.

- Talvez ele precise respirar novos ares - falei, e JungKook assentiu, concordando.
- É, ele realmente precisa - concordou comigo.

- Quero te mostrar uma coisa! - falou, levantando-se da cama. Mas então meu secretário bateu na porta e eu precisei encerrar a chamada de vídeo.

Mas combinamos de fazer uma nova chamada à noite.

A tarde se seguiu tranquila e estressante, como de costume. Voltei para casa às oito da noite, mas, antes mesmo de abrir a porta, meu celular começou a tocar.

É Lory.

- Oi, Lory. - atendi, achando um pouco estranho porque nós já havíamos nos visto pela manhã na faculdade.
- Oiii! Abriu um barzinho no centro, as referências são ótimas e nossos amigos animaram para ir. Vamos também? - perguntou, e eu pensei um pouco.

DIREITO DE ERRAR - jikookOnde histórias criam vida. Descubra agora