Capítulo 62

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-JUNGKOOK-

Eu estou paralisado!

Já se passaram cerca de dez minutos desde que chegamos, mas nem Jimin nem eu conseguimos sair do carro e subir para casa. Tenho medo do que posso encontrar lá; tenho medo de que minha mãe tenha deixado meu pai saquear o apartamento.

Tenho mais medo do que ela pode dizer; na verdade, tenho medo do que ela pode omitir.

Meu pai esteve no prédio, então suponho que esteve no apartamento também, não é? Seria muita coincidência, logo agora que ela está aqui, ele aparecer.

- Você deu nosso endereço a ela?
Jimin perguntou, sem me encarar.

Seus olhos estão fixos em algum ponto à sua frente.

- Não, ninguém tinha seu endereço. Fiquei com medo de passar e meu pai descobrir; quando o Yoon apareceu aqui daquela vez, ele perguntou ao Seokjin.
Expliquei, e ele assentiu, mordendo os lábios.

- Será que o Seokjin...

- Não, o Seokjin odeia eles.
Falei, e enfim Jimin me encarou.

- O que?
Perguntou, com o cenho franzido.

- O Seokjin odeia eles, não tinham contato. Na última vez que meu pai e eles se encontram, acabaram se agredindo.
Contei, e Jimin levou a mão ao rosto.

- Então... como sua mãe chegou até aqui?
Perguntei, e mordi meus lábios com força.

- Eu não sei...
Murmurei, pensativo.

Voltamos a ficar em silêncio.

- Vamos subir, não adianta ficar aqui esperando, vamos perguntar a ela.
Jimin disse, cheio de coragem.

- Não, vamos subir sim, mas não vamos perguntar nada. Vamos esperar e ver se ela vai falar algo. Vamos perguntar ao porteiro, vamos...

- Só esperar.

Jimin me encarou sem dizer nenhuma palavra; era nítida a frustração em sua face.

- Tudo bem, Jun, só vamos de uma vez.

Deixamos o carro e entramos no elevador. Antes de entrarmos no apartamento, Jimin segurou minha mão com força.

Minha mãe estava dormindo no sofá da sala; a televisão estava ligada em um filme qualquer e as luzes estavam baixas.

Suspirei, fui até seu quarto e peguei um lençol para cobri-la.

Jimin apenas me observava.

Desligamos a TV e as luzes e entramos no nosso quarto.

Me sentei na cama.
Jimin se abaixou à minha frente e começou a tirar os sapatos dos meus pés.

Em silêncio, devagar.

- E se ela deixou ele entrar?
Perguntou, ainda abaixando, sem me olhar.

- E se... ele apenas tentou?
Perguntei, e então Jimin me encarou.

- E se ela deixou ele entrar?
Repetiu a pergunta.

- Ela não faria isso, Ji. Ela não deixou; não deixou, eu tenho certeza.
Falei, sentindo minha voz embargar.

DIREITO DE ERRAR - jikookOnde histórias criam vida. Descubra agora