Capítulo 25

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O Encaro em silencio, mesmo com a suspeita e ele agindo estranhamente para tentar se aproximar de mim e sem contar que estava escancarado na minha cara e eu não peguei a pista, ele tinha um irmão que faleceu, ouvido o Micael afirmar ser ele o medo domina o meu corpo, ele esteve tão perto de mim, fez joguinhos com ligações e pior de tudo é primo do meu namorado.

Esse tempo todo ele queria matar o meu irmão, por esse motivo estava me vigiando, ate mesmo com o Romeu para ter certeza que ele não estava próximo de nós para poder fazer o que pretendia.

E nesse momento entendo o motivo pelo qual o Micael ainda não confrontou, ele fugiu. Então nesse caso ele fugiu, pois Micael descobriu sua verdadeira identidade, talvez ele tenha trabalhado em conjunto, pois a pessoa que vi parada no restaurante não parecia ser ele, não era alto suficiente.

Quer dizer que esse pessoa está aqui!

— Micael! — Olho para todos os lados da praia, procurando alguém — Você não deveria me encontrar.

Meu coração dispara em desespero e o medo domina totalmente a minha mente.

— Ele deve está nos vigiando agora, como todo esse tempo que você passou distante. Precisamos sair daqui.

Agarro seu braço tentando puxa-lo para sai daquele lugar, estávamos expostos demais, não poderia correr esse risco.

— Alicia, calma! Ninguém seguiu você e muito menos a mim. Estamos seguros.

— Nem mesmo você acredita nisso — Continuo desconfiada observando cada canto daquela praia, se alguém fosse atacar o meu irmão, aquele momento seria perfeito.

— Assim que descobri sobre o Jeferson, ele logo sumiu da cidade e vi a oportunidade de contar tudo a você, justamente para explicar sobre tudo e te manter em alerta, pois acredito que a minha ligação não soou muito clara.

— Pensando bem, acredito que o Jeferson ainda não saiba que eu sei que ele é o irmão de Adriano, ele sumiu de forma repentina e foi no time exato em que descobri. Não posso negar que soa muito suspeito.

Não consigo disfarçar o pânico nos meus olhos, estou com mau pressentimento, só queria sair daqui. Ele se aproxima e me abraça novamente.

— Eu fiquei com medo de te contar e você se culpar e não quero que pense que você é a culpada, sou seu irmão, tomo minhas próprias decisões e a minha decisão foi proteger você.

O aperto com toda força que tenho como se não quisesse nunca mais solta-lo dos meus braços, ele costuma deixar as coisas tão claras para mim e só de pensar que possivelmente as coisas estarão resolvidas e estaremos juntos em breve, uma vasta alegria aparece.

Ele solta do meu abraço e beija as minhas duas mãos.

— Em breve tenho plano de morarmos juntos, mas não agora. Preciso resolver...

Quando ele estava prestes a terminar a frase escuto um barulho alto e agudo que ecoa pelos meus ouvidos, meu irmão fica parado sem dizer absolutamente nada por alguns segundos e em seguida leva uma de suas mãos na altura do peito, levo o meu olhar nessa direção e vejo que ele está sangrando. Ele cai no chão como se não pudesse sustentar o peso do seu corpo pelas suas pernas.

No mesmo instante me ajoelho diante do seu corpo e sustento sua cabeça.

— Micael, você está bem? Fala comigo, por favor!

Vejo que seu peito esta subindo e descendo rapidamente, ele esta tentando buscar oxigênio para poder respirar e esta perdendo muito sangue. E naquele momento percebo que meu irmão levou um tiro.

PerdidaOnde histórias criam vida. Descubra agora