Olivia
Os dias foram passando, e a cada momento ao lado de Lyana eu me sentia mais segura, mais confiante em quem eu era e no que sentia por ela. A liberdade que a gente estava experimentando era quase mágica, e finalmente decidi que estava na hora de levar Lyana para a minha casa.
Naquele dia, a escola foi um borrão; mal conseguia me concentrar nas aulas, pensando no que seria a nossa tarde. O plano parecia perfeito: meu pai estava de plantão, meu irmão, Dante, tinha aulas na faculdade e minha mãe… bem, ela mencionou que estaria fora da cidade, viajando. Seria só eu e Lyana, e o espaço inteiro da casa seria nosso.
Depois da aula, caminhamos até minha casa. Assim que entramos, o ambiente calmo e silencioso reforçou que estávamos completamente sozinhas. Era como se o universo tivesse conspirado para nos dar aquele momento. Subimos direto para o meu quarto, e eu fechei a porta, com um sorriso travesso.
— Parece que o mundo é nosso hoje, Lyana — murmurei, me aproximando dela.
Ela sorriu de volta, aquele sorriso que sempre fazia meu coração acelerar, e, sem perder tempo, nossos lábios se encontraram. A sensação de estar com ela, ali, sem barreiras, era indescritível. Cada toque, cada beijo, parecia intensificar tudo o que eu sentia.
Enquanto nossas respirações se misturavam, de repente ouvimos o som de passos pela casa. Inicialmente, pensei que fosse apenas minha imaginação, mas então veio o ruído inconfundível de uma porta se fechando. Fiquei imóvel por um segundo, esperando que talvez fosse só o vento, ou qualquer outra coisa… mas o som das chaves e o eco das saltos no piso revelaram a verdade: minha mãe estava em casa.
Ela entrou no quarto abruptamente, e o ódio em seu rosto foi instantâneo. Nós duas congelamos, ainda próximas uma da outra, e o silêncio que seguiu foi pesado, carregado. Senti meu coração parar de bater por um segundo enquanto minha mãe olhava de mim para Lyana, sua expressão passando rapidamente de ódio para uma expressão de loucura.
— O que está acontecendo aqui? — Sua voz saiu estranhamente num tom baixo, o que não condizia com sua expressão, mas foi o suficiente para saber que a tempestade estava prestes a começar.
Minha mente estava em pânico, mas antes que eu pudesse sequer começar a explicar, ela avançou, apontando o dedo para nós, o rosto cheio de fúria.
— Olívia, você perdeu o juízo? Que vergonha é essa, trazendo uma… uma garota pra cá? E para o seu quarto, pra fazer isso? Essa coisa nojenta — Ela quase cuspiu as palavras, o tom carregado de repulsa e ódio.
Lyana estava ao meu lado, tentando não demonstrar o choque, mas eu sabia que a situação também era dolorosa para ela. Minha mãe nos encarava como se fôssemos uma doença contagiosa, ou pior que isso, e o peso de seu olhar era quase insuportável.
— Mãe… — comecei, tentando manter a calma. — Eu sei que você não entende, mas eu amo a Lyana. Eu só queria um momento pra ficarmos juntas, sem precisar esconder.
Ela balançou a cabeça, como se não pudesse acreditar no que ouvia.
— Amar? Você acha que isso é amor? Isso é só uma fase, uma loucura da sua cabeça, Olívia! Você está confusa, influenciada por essa… essa garota! — Ela apontou para Lyana como se ela fosse a culpada, e meu peito doeu com aquela acusação injusta.
Lyana deu um passo à frente, com a voz calma, mas firme.
— Com todo respeito, senhora, eu não estou influenciando a Olívia em nada. A gente só… — Ela hesitou, tentando encontrar as palavras certas. — A gente só quer ser feliz juntas.
Minha mãe soltou uma risada amarga, e o olhar duro.
— Isso aqui não é felicidade! É só rebeldia, é falta de limites! E você… — Ela se virou para mim, o nojo em seu rosto quase cortante. — Depois de tudo que eu fiz por você, Olívia, você me retribui assim? Envergonhando nossa família?
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COMO NÃO TE AMAR?
RomanceDuas amigas com gostos completamente diferentes, ou talvez não tão diferentes assim... Olívia é uma nata bad girl. Lyana é meiga e gentil com todos. Olívia é apaixonada há anos. Lyana nem sonha em saber o que Olívia sente. Até que em uma noite, tud...
