34|Lua de Mel: Santorini

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Lyana

A brisa salgada do mar Egeu acariciava meu rosto enquanto o sol se punha em tons alaranjados sobre os telhados brancos de Santorini. Tínhamos acabado de chegar à vila de Oia, e eu ainda estava tentando acreditar que tudo aquilo era real. Que aquele anel no meu dedo era verdadeiro, que aquela mulher — aquela força da natureza chamada Olívia — agora era minha esposa. Oficial. Legal. Com papel passado, beijo trocado e promessas sussurradas.

Ela estava ao meu lado na varanda do nosso hotel boutique, vestindo só uma camisa branca de botões minha e um sorriso idiota que me desarmava desde o primeiro ano de amizade. Um sorriso que agora dizia “eu te amo” sem nem precisar abrir a boca.

— Tá vendo aquela igrejinha ali? — ela apontou com o queixo, encostada na grade de ferro trabalhado. — Aposto que foi construída só pra você tirar foto e parecer uma deusa grega.

— Você tá me confundindo com a mulher que casou comigo — retruquei, abraçando sua cintura. — Eu sou só a sortuda que assinou os papéis antes que alguém mais esperto fizesse isso.

Ela riu, aquela risada baixa que ela só soltava quando estava completamente à vontade, e eu me derreti.

Passamos o dia explorando as ruelas estreitas da ilha, comendo feta com mel, tomando vinho branco e tirando selfies tortas com turistas que tentavam não babar em cima da gente. À noite, voltamos para a suíte. E aí... aí tudo mudou de tom.

Velas. Morangos. Vinho rosé. Lençóis brancos como os telhados da ilha e o som das ondas lá fora tentando competir com os nossos suspiros.

— Tira essa camisa, Ly — ela sussurrou, deitada de lado, com os olhos cheios de intenções e promessas.

A tensão entre nós era quase palpável. Como se o casamento tivesse acendido um novo tipo de fogo, mais profundo, mais lento, mais... nosso.

Me aproximei devagar, sentindo seu toque deslizar pela minha pele conforme me despia. Seus beijos foram descendo pela minha barriga, suaves e quentes, deixando um rastro de arrepio e expectativa.

— Eu trouxe um presente... — ela disse, e quando abriu a gaveta ao lado da cama, meu coração disparou.

Era um brinquedo. Discreto. Elegante. Um que a gente tinha conversado sobre, com risinhos nervosos, durante as madrugadas de planejamento do casamento.

— Confia em mim? — ela perguntou, os olhos brilhando sob a luz baixa.

— Sempre.

Ela me guiou com mãos firmes e beijos lentos, explorando cada centímetro do meu corpo como se fosse a primeira vez. A tensão foi crescendo devagar, com sussurros abafados, toques suaves e os nossos quadris se encaixando num compasso que só quem se ama de verdade entende. Quando ela me penetrou com o brinquedo, tudo se transformou em pura eletricidade. Me arqueei contra ela, os nossos corpos em sintonia, nossos gemidos abafados contra a pele uma da outra. As mãos dela em mim, o ritmo, o calor... era tudo.

Os olhos intensos e aquele sorriso sacana que dizia: “Hoje você é minha”.

Ela se ajeitou entre minhas pernas e começou a me chupar com uma fome linda, lenta no começo, explorando cada dobra, cada suspiro, cada parte que me deixava fora de mim. Sua língua circulava meu clitóris como se fosse um doce raro, e quando ela me penetrou com os dedos, firmes e precisos, eu arqueei o corpo em resposta.

— Fica comigo aqui, amor… — ela sussurrou, e eu agarrei seus ombros, a respiração falha, o orgasmo chegando como uma onda furiosa.

Mas ela não parou. Me virou com cuidado, me fez sentar sobre o quadril dela e me guiou até que a gente se encaixasse de novo — dessa vez em tesoura, nossos corpos molhados se encontrando, os quadris se chocando num ritmo intenso, íntimo, quente pra caramba.

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