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LUCCA

Luis me estocava com precisão e cuidado me fazendo revirar os olhos, minha vontade é gritar de prazer mas mordo a boca e apenas me deixo levar pelo prazer. Ainda não estou naquela fase que sexo só da pra fazer de ladinho por causa do tamanho da barriga, ainda conseguimos algumas posições confortáveis e prazerosas pra nós dois, não que de ladinho não seja é que gostamos de ficar trocando de posição. Luis insaciável, me fez chegar ao prazer rapidamente e gozamos juntos, o homem me deixou molinho em seus braços. Não queria ter ficado todo esse tempo sem transar com ele mas é que ele quando quer é bem filho da puta mas fazer o que se eu amo esse banana.

Pra dormir foi um sacrifício. Preciso comprar aqueles travesseiros próprios pra gestante, sabe aqueles enormes e que dá pra dormir abraçado com o corpo todo? Esse mesmo, se quiser me presentear com um, aceito. A Helena já tem coisa até demais, tanta coisa que talvez nem use tudo, exageramos nas compras pra ela mas não me arrependo, minha princesa terá absolutamente tudo, ela é o meu sonho realizado.

Depois de muito custo consigo dormir, Luis já havia dormido, deveria estar cansado pois a noite passada dormiu numa poltrona, trabalhou o dia todo no salão, trabalhou em casa e depois ainda transamos. Meu homem é uma máquina.

Depois de parecer que dormi vinte minutos, Luís vem me acordar e eu tenho vontade de o esganar. Eu não acredito.

_ Me deixa Luis, eu tô grávido preciso dormir.

_ Depois você dorme. Vai, levanta pra eu te ajudar no banho. Daqui a pouco nosso caminhão de mudança chega.

Abro os olhos cheio de preguiça.

_ Que horas são?

_ Seis.

_ Eu vou te matar Luis. Pra que essa agonia toda? Os caras ficaram de vir as oito.

_ Olha só quem fala em agonia.

_ Vai ficar me jogando isso na cara por quanto tempo ainda?

_ Desculpa. Vem Lucca, deixa de preguiça, preciso arrumar umas coisas ainda.

Jogo o edredon pro lado e me sento contrariado.

_ Eu tô ansioso. É a nossa casa própria.

Ok ele tem razão. Ele me ajuda a levantar.

_ Consegue firmar uma pouquinho o pé no chão?

Eu tento e sinto bem menos dor que ontem mas ainda assim não quero arriscar e correr o risco de cair.

_ Está doendo ainda.

_ E você sente dor no...?

Eu fico vermelho.

_ Eu tô bem Luis, não se faz uma pergunta dessa.

Ele vai me amparando até o banheiro. Eu faço xixi, escovo os dentes e tomamos banho juntos. Depois coloco um conjunto de moletom dele que ele já havia separado ontem pra mim vestir pois nossas roupas estão guardadas, ele me leva até a sala.

_ Bom dia meninos. Sente menos dor filho?

_ Um pouquinho menos vô. Acho que amanhã vou estar bem melhor.

_ O que quer comer?

_ Iogurte com mamão. Quero capucino também.

_ Você e seus gostos peculiares. Eu havia preparado um cuscuz, minha neta precisa de sustância.

_ Sua neta precisa parar de me engordar isso sim, um pouco mais da metade da gravidez e já acho que não tenho mais por onde engordar.

_ Lá vem você, para com isso e tome seu café da manhã.

Luis trás a minha bandeja pro sofá e eu já trato de comer. Ele sai apressado terminando de guardar nossas coisas. Eu gosto dessa casa, quando nos casamos já viemos morar aqui então estamos aqui a mais de dois anos. Tivemos muitos bons momentos aqui e péssimos momentos também. Luís tem fases, com ele é oito ou oitenta. Quando quer ser um bom marido supera qualquer espectativa, mas quando quer ser um filho da puta supera também. E eu o amo com a mesma intensidade que as vezes odeio também. Ele me enlouquece de amor e me enlouquece de raiva ao mesmo tempo.

Por muitas vezes não me senti amado, ele não tinha a menor paciência comigo. Quando via que eu não estava bem, que não tinha tido um bom dia ele simplesmente saia de casa. Comigo grávido está sendo diferente, já tive meus momentos de estresse mas a reação dele foi tentar me agradar comprando ou fazendo algo gostoso pra mim comer, funciona.

Eu estava com os hormônios em ebulição mas ao mesmo tempo eu tinha e tenho medo de todo esse encanto passar, dele está sendo esse sonho de marido só pra me levar pra cama e na primeira oportunidade me magoar novamente.

Fico divagando sozinho enquanto ele corre de um lado pro outro fazendo várias coisas ao mesmo tempo e também com medo de esquecer alguma cousa. O caminhão de mudança chega e eles carregam nossas coisas para o carro, eu fico um pouco chateado pois nem consigo andar pela casa pra me despedir dela. Luís me ajuda ir pro carro e vamos pra nossa nova casa, agora nossa mesmo. Os caras da mudança rapidamente colocam as coisas no lugar que indicamos, e Luis e meu avô começam a guardar nossos pertences. Eu fico na cama do nosso quarto. Vejo quando Jhoni e o namorado chegam, vieram ajudar um pouco também. Isso de eu estar numa cama, sem poder arrumar minhas coisas como quero deve ser castigo por ser tão idiota, estou me sentindo um inútil imprestável e imbecil.

Luis pede almoço pra todos. O irmão dele e o namorado vão embora após o almoço e meu avô vai se deitar. Luís diz que tem que sair um pouco e eu fico na cama, exausto e aborrecido por estar tanto tempo sem fazer nada. Depois de uma meia hora ele entra no quarto com um pacote nas mãos e sorrindo.

_ Que isso? Luís o que você comprou?

Pergunto rindo. A gente combinou só comprar o necessário e ele me chega com um pacote desse tamanho.

_ Pra você.

Pego o pacote abro e quase choro de felicidade, isso é perfeito, mil vezes melhor do que pedi.

Um travesseiro de gestante que dá pra dormir dos dois lados e até pra trabalhar sentado irá me servir

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Um travesseiro de gestante que dá pra dormir dos dois lados e até pra trabalhar sentado irá me servir. O puxo pra um abraço apertado e um selinho estralado.

_ Você gostou?

_ Eu amei homem. Obrigado mas você não deveria ficar gastando.

_ Eu não gastei nada, a mãe de um cliente é costureira e eu pedi pra ela fazer, trocamos por um corte de cabelo.

Me deito feliz me aconchegando em meu travesseiro e durmo que nem vejo. Luís ainda arruma mais algumas coisas mas eu falo pra ele arrumar só os mais importantes e deixar as caixas num dos quartos de hóspedes pra ir arrumando aos poucos, ele precisa descansar também. Segunda-feira cedo Alfredo veio buscar o meu avô, meu pé está quase bom. Eu trabalhei o dia todo, home office e Luis trabalhou no salão, eu faço almoço e ele vem almoçar em casa. A noite nós dois ficamos arrumando nossas coisas e uns três dias depois terminamos.

A redação onde eu trabalho tem três andar e não tem elevador, as escadas nunca me incomodaram mas um pé ainda doendo um pouquinho, junto com uma barriga de vinte e sete semanas não era uma boa combinação. Eu trabalho no terceiro andar e como teria apenas uma reunião na parte da manhã, meu chefe sugeriu que a reunião fosse em minha casa, não vi problema algum. Só que além do chefe do meu setor, tinha a Rosana, o Paulo e o Arnaldo que também faziam parte da minha equipe. Bom... acho que vocês já sabem, Arnaldo aqui em casa não deu muito bom não.

Gentiii..
Bom final de semana. Volto segunda-feira.

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