Tereza e Juliette tomaram café, enquanto Jerônimo dava instruções a um funcionário que o ajudava.
- Filha... Tudo ficou bem?
- Sim. - ela deu um sorriso. - Mamãe, ainda gosto do meu ex namorado. E eu quero estar com ele.
- Juliette...
- A senhora acha que eu tenho medo? Não tenho. Enquanto há vida, há esperança.
- Juliette não faça loucuras.
- Talvez eu queira fazer muitas loucuras ainda.
Juliette gargalhou e Tereza foi até ela lhe dando um abraço.
- Não se machuque... Não quero te ver sofrendo.
- Onde posso encontrar a Gisele?
- Ela trabalha numa farmácia no centro de Anápolis.
- A senhora tem o número de lá?
- Até tenho...
- A Gisele pode me ajudar a estar mais perto dele mamãe.
- Que Deus te abençoe nessa empreitada.
Tereza passou o contato do estabelecimento e logo Juliette entrou em contato falando com Gisele.
Ambas trocaram números telefônicos e começaram a se falar com frequência.
...
Duas semanas se passaram e cruzar com Juliette já estava se tornando algo rotineiro para Rodolffo. O pior é que mesmo tentando não olhá-la, ele sempre se via a trocar olhares com ela.
Por onde Juliette passava sempre recebia elogios e Rodolffo ouvia mesmo que fosse contra a sua vontade.
- É verdade o quê dizem doutor?
- As pessoas falam demais Nicolau.
- Mas o Jerônimo nunca negou. Se o pai assume...
- Seu Jerônimo fala demais.
- Ela veio para ficar. É uma mulher muito bonita.
- Poderia ser sua nora... Seu Jerônimo já é muito seu amigo.
- Mas meu filho não tem como namorar uma mulher dessas... Eu não sonho alto desse tanto.
- Nada é impossível.
- Pois bem... Vai que vocês se acertam agora.
Rodolffo abanou a cabeça e falou a Nicolau no justo momento que Juliette retornava a loja.
- Eu já tenho alguém Nicolau e estou bem apaixonado.
Ela ouviu e Nicolau percebeu que ela ficou triste, mas pegou sua última sacola e foi embora.
...
Juliette entrou logo em contato com Gisele e falou do ocorrido. A irmã dele sorriu da mentira.
- Isso não é verdade Juliette, meu irmão não tem ninguém. Sinceramente, no último ano ele não pegou nem gripe. - Gisele era bem humorada.
- Não acredito. Por que não?
- Por que ele não sai. É do trabalho para casa e eu sempre estou por lá com a mãe, principalmente fim de semana, ele não tem nenhum contatinho. Mas ontem ele nos disse que esse final de semana irá para Goiânia. Tem um show de César Menotti e Fabiano que ele está doido para ir. Mas advinha?
- O quê?
- Me convidou para ir com ele...
- E você vai?
- Estou pensando em ir... Vamos?
Juliette ficou pensando.
- Seria uma oportunidade de encontrar o meu irmão em um lugar diferente do habitual.
- E se ele realmente tiver alguém? É uma viagem que não valerá a pena.
- Não tem ninguém. Eu tenho certeza. Se você quiser ir te passo o link para comprar o seu ingresso. Ele já comprou o meu e o dele.
- Acha que é uma boa ideia?
- Sim Juliette. Não pode desistir assim. Vou te passar o link e nos vemos na capital.
- Eu vou Gisele. Nos vemos e um show dessa dupla será incrível de qualquer forma.
- Vai bem linda para impressionar aquele cabeça dura. Eu tenho certeza que ele não vai resistir.
- Obrigada Gisele. De todo o meu coração.
- Xuli... Conta comigo sempre.
Juliette desligou e começou a imaginar a viagem, mas o medo de passar mal de forma inesperada lhe deixava tensa.
...
...
