Capítulo 32

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Gisele caprichou no risoto e na carne ao molho madeira, assim como no mouse de chocolate com morangos. O suco de uva foi para o freezer e ela foi arrumar Juliette.

- O tanto que meu irmão vai ser feliz hoje. - Gisele disse modelando os cachos no cabelo de Juliette.

- Será que ele vai gostar?

- Não tenho dúvidas. Ele gosta do cardápio e da surpresa.

- Gisele, muito obrigada. Por tudo e principalmente por me perdoar.

- Não me agradeça. Eu imagino a felicidade que o pai ia sentir... Nesses últimos dias a saudade dele é enorme. Seu Elias estaria muito feliz por vocês dois.

- A Eliana vai saber do avô por nós e sentirá muito orgulho, pode ter certeza.

- Vai realmente registrar por Eliana?

- Seria Elias se fosse menino, mas como é menina é Eliana e se Deus quiser ainda teremos o nosso Elias.

- Você quer outro bebê?

- Quero e o seu irmão também.

- É assim que se fala.

Gisele ajudou Juliette, mas antes de Rodolffo chegar, ela foi embora.

...

Ao entrar em casa, Rodolffo já sentiu o cheiro que vinha da cozinha. Toby não quis ficar muito dentro de casa e saiu para a área externa.

- Xuli... Cadê você?

- Eu tô aqui amor.

Rodolffo sorriu ao ouvir ela o chamando de amor. Nas pontas dos pés ele foi ver o quê tinha nas travessas da mesa.

- Ei... Não seja curioso. - Juliette disse o pegando no flagra.

Ele olhou para ela e sorriu.

- Nossa... Isso é uma comemoração?

- Vai tomar banho e eu te espero.

Juliette estava linda num vestido bonito e romântico. Sua maquiagem e os cabelos estavam igualmente delicados, fazendo Rodolffo ficar a olhando por um tempo.

- Vai ficar parado me olhando? - ela sorriu.

- Vamos tirar umas fotos hoje. Esse momento merece ser registrado.

Rodolffo foi ligeiro no banho e vestiu a roupa que Juliette tinha deixado separada.

- Nós vamos receber visitas? - ele disse sorridente e Juliette se aproximou.

- Não. Mas hoje é uma noite especial para nós dois.

- Você tem certeza que quer isso?

- Eu quero e sei que você também quer.

Rodolffo lhe deu um beijo apaixonado, carregado de desejo e também de ternura.

- Eu confesso que tenho medo de te machucar... Não quero que nada abale a paz dos nossos dias.

- Não vamos ter medo. Nós merecemos isso.

Ela fez um carinho na barba dele e ele lhe deu um beijo na sua mão. Carinhosamente foi beijando o pescoço dela e se encaminhando para o quarto.

Com ternura, paciência e desejo eles se entregaram um ao outro, intensificando ainda mais o elo do amor.

- Meu amor... - ela disse num sussurro. - Eu te amo muito e eu aceito.

- Eu também te amo e agora te pergunto: quando? Escolha a data.

- O mais rápido possível.

- É isso que eu queria ouvir.

As bocas unidas silenciaram o riso, mas ele estava ali naquela noite onde o risoto esfriou, mas o amor aqueceu o coração de quem tem amor.

...

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