A Magia da Primeira Neve

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O calendário marcava o tão esperado início de dezembro. No bairro, as casas já estavam cobertas com decorações que pareciam saídas de um sonho. Luzes cintilavam em tons dourados e vermelhos, criando reflexos na neve recém-caída que cobria os telhados e calçadas. O som distante de crianças brincando e risadas ecoava pelo ar gelado, enquanto a promessa do Natal trazia um calor inexplicável a todos.

Na casa dos Simons, a decoração natalina era de tirar o fôlego. Guirlandas adornavam as portas e janelas, um pinheiro de quase dois metros de altura dominava a sala de estar, decorado com bolas brilhantes, fitas douradas e uma estrela no topo. Havia um aroma de pinho misturado com o cheiro de biscoitos de canela sendo assados. Lyan, Lívia, e os Simons tinham passado horas juntos montando a árvore, cada ornamento colocado com cuidado, acompanhado por histórias de Natais passados.

O Espírito Natalino

Lyan estava sentado na poltrona próxima à lareira, observando a neve cair do lado de fora. Ele ainda se sentia fascinado por como algo tão simples como um floco de neve podia carregar tanta beleza e nostalgia. Lívia apareceu ao seu lado, vestida com um gorro vermelho decorado com um pequeno pompom branco.

— Amor, você não acha incrível como a neve deixa tudo mais... mágico? — perguntou ela, com os olhos brilhando de entusiasmo.

Lyan sorriu. — É incrível mesmo, Liv. Parece que cada floco conta uma história.

Ela inclinou-se e beijou sua bochecha, puxando-o pela mão. — Vem, vamos lá fora. Os meninos estão te esperando!

No jardim dos Simons, a diversão já havia começado. Eduard e Oliver, armados com bolas de neve, estavam tramando algum plano enquanto Jonathan trabalhava diligentemente em um boneco de neve. Helen observava da varanda, rindo ao ver os filhos tão animados. Rachel, com um cachecol vermelho, estava posicionada estrategicamente atrás de uma árvore, pronta para atacar.

— Preparados para perder? — gritou Lívia, entrando na brincadeira e correndo para pegar neve.

Lyan hesitou por um momento, mas o sorriso de Lívia o puxou para o momento. Logo, ele estava no meio de uma verdadeira batalha. Bolas de neve voavam em todas as direções, acompanhadas de risadas e gritos de diversão.

Uma Guerra de Neve Inesquecível

— Essa é pra você, Eduard! — Rachel gritou, acertando o irmão com uma bola de neve diretamente no ombro.

— Você vai ver só! — Eduard respondeu, pegando uma bola maior e arremessando em direção a Rachel, mas errando por pouco.

No meio da confusão, Oliver acertou em cheio a cabeça do boneco de neve que Jonathan estava montando. Todos pararam por um momento, olhando para o estrago. Jonathan olhou para o boneco destruído, fingindo indignação.

— Quem foi? — ele perguntou, estreitando os olhos.

Oliver levantou a mão com um sorriso travesso. — Foi um acidente!

Jonathan não esperou outra explicação. Pegou uma bola de neve enorme e saiu correndo atrás do filho, rindo. — Vou te mostrar o que é um acidente, garoto!

Lyan observava a cena, rindo com vontade. Ver Jonathan, um homem sempre tão sério, correndo atrás de Oliver com uma bola de neve era algo que ele nunca imaginaria presenciar. Lívia estava ao seu lado, rindo tanto que mal conseguia respirar.

— Eu não sei como consegui ter sorte de estar aqui, Liv — Lyan disse, puxando-a para um abraço repentino.

Ela olhou para ele, surpresa, mas logo sorriu. — Você merece tudo isso e muito mais, Ly.

Um Final Quente e Acolhedor

Depois de horas brincando na neve, todos voltaram para dentro da casa dos Simons. Helen já havia preparado chocolate quente para todos, e o grupo se acomodou ao redor da lareira. Rachel e Eduard discutiam sobre quem tinha vencido a guerra de neve, enquanto Oliver mostrava com orgulho o gorro de Natal que sua mãe havia feito para ele.

Lyan segurava sua xícara de chocolate quente, olhando para os Simons. Sentiu-se parte de algo maior, algo que ele estava determinado a proteger.

Jonathan percebeu o olhar e deu um tapinha em seu ombro. — Tudo isso... é a essência do Natal, Lyan. Não são os presentes, nem as luzes. É a família.

Lyan sorriu, concordando. Ele olhou para Lívia, que estava sentada ao seu lado, com as bochechas rosadas do frio e os olhos brilhando. — E eu nunca vou esquecer disso.

Lívia colocou a cabeça em seu ombro, suspirando. — Eu acho que esse é o Natal mais perfeito de todos.

E, pela primeira vez em meses, Lyan sentiu que tudo estava exatamente como deveria estar.

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