Capítulo 12.

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Não consigo dormir

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Não consigo dormir.

A maldita srta. Castela se enfiou incompreensivelmente em minha cabeça, e, cada vez que fecho os olhos, vejo sua boca e a daquele desconhecido se unindo e soltando faíscas.

Na manhã seguinte, entro na lanchonete da Universal e a vejo.

Seu sorriso me diz que está feliz, de papo furado com os colegas, e imagino que sua felicidade se deve ao fato de a Espanha ter sido campeã da Eurocopa.

Vejo alguns chefes de departamento, vou até eles e começamos a conversar sobre trabalho.

Ela está a poucos metros de mim, rindo e se divertindo.

Sentamo-nos para tomar um café, e, decidido, fico onde possa observála.

De onde estou, vejo Luan e Ana conversarem, e ele, com familiaridade, ajeita uma mecha do lindo cabelo preto dela atrás da orelha.

Disfarçando para que ninguém saiba o que estou pensando, olho para eles e sinto de novo as mãos suadas.

Outra vez?

E, como não estou a fim de continuar olhando o que não devo nem me convém, me levanto e saio da lanchonete.

Chega de bobagens!

Quando chego a minha sala, examino vários papéis que estão sobre a mesa e espero Ana Flávia se acomodar em seu lugar.

Mas ela demora.

Demora mais do que eu gostaria.

Mas, quando chega acompanhada de Luan, sem poder evitar, mando-lhe uma mensagem pelo celular:

Namorando em horário de trabalho?


Ela a lê, mas não responde.

E, quando a vejo levar a mão ao pescoço, escrevo de novo:


Não se coce, ou as brotoejas vão piorar.


Ela lê e me olha.

Aperta os olhos, e intuo que o que me está dizendo mentalmente não é muito bonito.

De repente, vejo Bruna se aproximar dela, falar alguma coisa e, depois, dar meia-volta e entrar rebolando em minha sala.

— Bom dia, Gustavo — cumprimenta.


Ela se senta na minha frente e conversamos sobre trabalho, enquanto eu observo disfarçadamente Ana Flávia e Luan, que conversam sentados a suas respectivas mesas.

Esclarecidos certos pontos, Bruna se levanta e, depois que sai com Luan, ficamos Ana Flávia e eu, sozinhos, cada um a sua mesa, separados por um vidro.

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora