Capítulo 55.

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Na manhã seguinte, quando Ana acorda e se olha no espelho, assusta-se tanto quanto eu me assustei quando a luz do dia começou a iluminar seu rosto

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Na manhã seguinte, quando Ana acorda e se olha no espelho, assusta-se tanto quanto eu me assustei quando a luz do dia começou a iluminar seu rosto.

Seu rosto, seu lindo rosto, está de todas as cores.

Embora eu tente não dar importância a isso, ela dá.

Está horrorizada, diz que parece um monstro!

Dou um sorriso forçado.

— Você não fica horrível nem querendo, meu amor — digo, tentando animá-la.

Minhas palavras parecem acalmá-la e, no fim, ostentando esse lado guerreiro que eu sei que ela tem, Ana me olha e diz:

— A parte boa disso é que daqui a alguns dias vai passar.

Essa é minha garota!

Se tem algo de que sempre gostei nela é de sua positividade.

Entramos rindo no banheiro.

Ela escova os dentes e eu entro no chuveiro.

Quando acaba, ela se senta sobre a tampa do vaso sanitário e me observa.

Com seu olhar escuro, ela percorre meu corpo, parando em certa parte que, intuo, lhe dá um prazer extremo.

Sorrio.

Fecho a torneira do chuveiro, saio e pego a toalha que ela me entrega.

Volto a sorrir ao vê-la estender a mão e tocar meu pênis.

Eu a conheço, conheço seu olhar e sei que logo vai exigir seu garanhão.

— Pequena, hoje você não pode fazer muito esforço — digo, sorrindo.

Rimos e, ao ver seu olhar excitado, pergunto:

— Diga-me, taradinha, o que está pensando?

Ana Flávia pisca.

Não sei se quero saber o que ela está pensando.

— Você nunca teve experiência com um homem? — pergunta ela.

Quando ela fala, percebo por que não queria ouvir o que ela estava prestes a dizer.

Tirando da mente a imagem de outro homem, respondo:

— Não gosto de homens, querida, você sabe.

Ana Flávia sorri.

Sem tirar os olhos de mim, diz:

— Eu também não gosto de mulheres, mas reconheço que não me importo que brinquem comigo em determinados momentos.

Assinto.

Posso entender o que ela está dizendo.

Mas não, homens não me apetecem.

— Pois eu me importo que brinquem comigo em certos momentos— insisto.

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora