Capítulo 18.

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Às sete da manhã, decido sair da cama e ir correr

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Às sete da manhã, decido sair da cama e ir correr.

Estou precisando.

Quando volto, suado, vou direto para o chuveiro.

Penso de novo em Ana Flávia.

Ela não deu sinal de vida, mas não vou pressioná-la.

À uma, desço para o restaurante e encontro Kemely.

É sexta-feira, e não temos nenhuma reunião marcada, portanto almoçamos com tranquilidade.

Não procuro pela srta. Castela, ela deve saber o que faz.

Durante o almoço, como sempre, Kemely se insinua.

Vejo em suas palavras e em seus olhos que quer mais do que lhe dei na outra noite, mas eu não estou a fim.

Continuo irado e, quando terminamos, volto sozinho para meu quarto.

Contudo, no caminho, passo pela frente do de Ana e me aproximo.

Devo bater?

Hesito, reflito, mas, no fim, ao recordar suas palavras duras, vou embora.

Mesmo assim, às três da tarde não aguento mais seu silêncio e ligo para ela.

Não atende ao telefone.

Ligo uma dúzia de vezes, mas, como ela continua não atendendo, decido ir a seu quarto.

Abro de novo com minha cópia da chave e fico sem palavras quando, em cima da cama, encontro um bilhete que diz:


Sr. Mioto,
Voltarei domingo à noite para continuar o trabalho. Se estiver demitida, avise-me para eu não perder a viagem.
Atenciosamente,
Ana Flávia Castela


Ela foi embora?

Como assim, foi embora?

Furioso, olho o relógio e, depois de pensar alguns segundos, saio do quarto e vou atrás de Kemely.

Quero saber se ela sabe de alguma coisa.

Então, fico sabendo que na noite anterior, antes de eu ir ver Ana Flávia, Kemely foi a seu quarto e não lhe disse coisas muito bonitas.

Caralho… caralho!

Agora entendo melhor a raiva de Ana.

Ligo para uma empresa de aluguel de carros.

Uma hora depois, vou para Madri.

Depois de dirigir mais rápido do que deveria, chego ao bairro dela.

Estaciono e vou até a portaria de seu edifício.

Decidido, toco o interfone, mas ela não atende.

Fico louco.

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora