Capítulo 20.

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Quando chego à Alemanha, Norbert me espera no aeroporto

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Quando chego à Alemanha, Norbert me espera no aeroporto.

É ele que, com sua mulher, Simona, cuida do dia a dia da casa onde vivo com José Rafael.

Uma vez em casa, ainda dentro do carro, cumprimento minha irmã Letícia, minha mãe e meu sobrinho.

Ao me ver descer, José Rafael corre até mim e me abraça, feliz.

Pergunta:

- Por que demorou tanto para voltar?

Bagunço seu cabelo com carinho e, dando-lhe um beijo na testa, respondo:

- Tinha muito trabalho.

Depois de cumprimentar minha mãe e minha irmã, os três vão para a sala de jantar degustar a comida maravilhosa que Simona nos preparou e subo até meu quarto e deixo a sacola que carrego na mão.

Durante toda a viagem em meu jatinho particular, a luminária que agora tiro da sacola me acompanhou.

E não pude parar de olhar para os lábios de Ana Flávia carimbados nela.

Com carinho, toco-os e sorrio sem saber por quê.

Não liguei para ela nem ela para mim.

E agradeço por isso, porque acho que ambos devemos seguir nossos caminhos.

Caminhos que não têm nada a ver um com o outro.

- Tio, você vem?

Levanto os olhos e vejo José Rafael entrar em meu quarto.

Viro a luminária para que ele não veja os lábios de Ana Flávia.

Quando José Rafael vai perguntar algo, advirto:

- Proibido mexer, okay?

Meu sobrinho assente, não diz mais nada, então me levanto e vamos juntos para a sala de jantar.

***

O almoço com minha família é divertido.

Minha mãe, como boa espanhola que é, tem mil assuntos, e Letícia a acompanha, ao passo que José Rafael e eu as escutamos em silêncio.

- Bem, e como foi nos escritórios? - pergunta minha mãe.

- Bem - afirmo.

Ela me olha, suspira e insiste:

- E no escritório central de Madri?

Irremediavelmente, penso em Ana Flávia.

- Bem - afirmo mais uma vez.

- Irmãozinho, você pode ser um chefe muito bom, mas comunicação familiar não é seu forte - debocha Letícia.

Olho para minha irmã.

Sua resposta é bem ao estilo de Ana, e sorrio.

Então, ao perceber isso, ela pergunta:

- Você está sorrindo?

Sem poder evitar, assinto.

- Sim, Letícia, estou sorrindo. Eu sei sorrir!

Minha mãe e ela se entreolham, surpresas.

- Eu sabia que ir para a Espanha lhe faria muito bem - afirma minha mãe.

- Voltou todo animado - solta Letícia com uma gargalhada, fazendome rir de novo.

José Rafael, que é sério como eu, olha para mim e, quando vai dizer algo, eu me antecipo:

- Tem algo para me contar sobre a escola?

A partir desse instante, minha irmã e minha mãe tornam a tomar as rédeas da conversa.

Sempre que viajo, José Rafael se comporta mal.

Quando fico sabendo de tudo, olho para meu sobrinho e sibilo:

- Você está de castigo. Sem PlayStation pelas próximas duas semanas.

- Não é justo! - lamenta ele.

Observo-o, boquiaberto.

Antes que minha mãe proteste, faço-a se calar e rosno:

- O que não é justo é você ainda não saber se comportar com sua avó e sua tia, isso sem falar na escola e com a babá. Que história é essa de ir mal em três provas e enfiar um rato na gaveta de Fräulein Schäfer? E digo mais: se continuar assim e for reprovado, ano que vem vai para um colégio interno e só vai sair no Natal, entendeu?

Ele assente.

Não diz mais nada.

Tem medo desse tipo de colégio e é o único argumento que posso usar para colocá-lo na linha quando ele extrapola.

Quando o garoto acaba de comer, bravo com nós três, pede licença para sair da mesa.

Ficamos só os adultos, e então minha irmã fala do que precisa ser feito em meus olhos, que, para ser sincero, não sei nem como se pronuncia.

Tudo esclarecido, as duas vão embora e eu vou dar uma volta de moto.

Preciso espairecer.

Preciso parar de pensar na jovem espanhola que, sem que eu lhe desse permissão, tocou levemente meu coração.

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Continua....☆

I. Espero que estejam gostando, não se esqueçam de votar e comentar muito.

II. Gustavo não para de pensar na Ana Flávia

III. Capítulo revisado, porém pode conter alguns erros.

--Beijos, 🦋

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora