Capítulo 31.

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No restaurante, minha mãe e Ana continuam se conhecendo melhor

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No restaurante, minha mãe e Ana continuam se conhecendo melhor.

E, de repente, percebo que essas duas espanholas juntas podem ser minha perdição.

Mesmo assim, fico feliz.

Elas conversam, riem, fazem graça… o gênio espanhol as une.

Em determinado momento, meu telefone toca.

Ao ver que é Santana, me levanto para atender.

— Onde você está? — pergunta ele.

Com um sorriso, olho para as duas, que continuam rindo, e respondo:

— Na Espanha.

— Outra vez?

— Sim.

Enquanto falo com meu amigo, que me ligou para nos encontrarmos no Sensations, de repente vejo Letícia entrar no restaurante.

Minha irmã!

O que ela está fazendo aqui?

Rapidamente, me despeço de Santana e combino de ligar quando voltar a Munique.

Vou até minha irmã.

— O que está fazendo aqui?

Por sua expressão tranquila, sei quem lhe contou onde estaríamos.

Ignorando-me, ela se encaminha a nossa mesa.

Vou atrás dela e a ouço dizer:

— Mamãe, não me importa se esse cabeça-dura me mandar para longe outra vez. Vim buscá-lo, e não volto à Alemanha sem ele.

Sem perder tempo, diante da cara de surpresa de Ana, e para evitar problemas, eu me aproximo e digo:

— Querida, esta é minha irmã Letícia.

Ana Flávia olha para ela.

Minha irmã sorri e, surpreendendo-me, diz:

— Olá, Ana Flávia. Ouvi falar de você. Pouco, mas bem. A propósito, você e eu temos que conversar sobre o cabeça-dura de meu irmãozinho.

Olho para minha mãe.

A única pessoa que sabia da existência de Ana Flávia era ela.

Ao vê-la desviar os olhos, praguejo em pensamentos.

O que minha mãe anda contando por aí?

Letícia e eu discutimos, até que minha mãe, contrariada, manda-nos ficar quietos.

Furioso pela intromissão, repito, diante da surpresa de minha irmã:

— Sim, ela é minha namorada.

Ana e ela se entreolham e, de repente, Letícia pergunta:

— Como você consegue suportar esse resmungão?

— Puro masoquismo — responde Ana.

Estou fitando-a, ainda incrédulo com sua resposta, quando Letícia volta ao ataque:

— Bem, já fizemos as apresentações. Quando você volta para a Alemanha, Gustavo? Mamãe e eu já não aguentamos mais José Rafael, e a babá qualquer dia vai estrangulá-lo. Esse menino vai nos matar de desgosto. E ainda tem a sua cirurgia. Você tem que operar. É necessário baixar a pressão intraocular. Qual é o problema? Por que não volta para fazer isso? Tenho certeza de que sua namorada vai entender que você tenha que viajar, não é?

Surpresa diante do discurso de Letícia, Ana olha para mim.

Vejo recriminação em seu olhar.

Depois de trocar algumas palavras com minha irmã, sibilo:

— Meu Deus! Quando você dá uma de médica falando com paciente me dá nos nervos!

Depois do jantar, meu humor já desapareceu, graças às recriminações de Letícia, aos comentários de minha mãe sobre José Rafael e o internato e à cara de reprovação de Ana Flávia.

Preciso de espaço e mando Tomás acompanhar minha mãe e minha irmã até o hotel.

Imediatamente Ana demonstra que está contrariada, mas eu replico com frieza:

— Ouça, querida. Sei o que estou fazendo, acredite. Sobre José Rafael, sei que elas têm razão. Preciso voltar para a Alemanha e cuidar dele, mas não vou colocá-lo em um internato. Giana não me perdoaria, e eu também não. Quanto a mim, fique tranquila, sou o principal interessado em não ficar cego, entendido?

Quando pronuncio a palavra cego, sinto-a se encolher.

Sei que ela tem tanto medo disso quanto eu.

Como preciso dela e de seu carinho, pego sua mão e murmuro:

— Fique tranquila, pequena… estou bem.

Pegamos um táxi e chegamos ao hotel em silêncio.

Vamos para o quarto.

Sinto a frieza que nos envolve.

— Escute, Ana… — murmuro.

— Não, escute você, maldito cabeça-dura. Quanto a José Rafael, o que você decidir está bom: é seu sobrinho e você melhor que ninguém sabe o que fazer com ele. Mas quanto a sua doença, se você me ama e quer continuar comigo, faça o favor de voltar com sua família para a Alemanha e fazer o que tiver que ser feito.

Ver as lágrimas correndo por seu rosto por minha culpa me mata.

Tento me aproximar dela, mas Ana Flávia se afasta e prossegue:

— Não sei por que você está adiando isso, mas, se é por mim, garanto que estarei esperando você quando voltar, entendeu? Você me concedeu o título de sua namorada e, como tal, exijo que se cuide, porque eu amo você e quero ficar com você ainda por muitos anos. Se quiser, vou com você, ficarei ao seu lado o tempo que for necessário, mas, por favor, preciso saber que você está bem. Porque, se acontecer alguma coisa ruim com você, eu… eu…

Comovido, abraço-a.

Suas palavras me fazem muito bem, mas preciso tranquilizá-la.

Por minha culpa, ela está nervosa.

Faço-a se sentar na cama.

Não quero sufocá-la, então me acomodo em frente a ela.

Quando fica brava, Ana Flávia precisa de espaço, assim como eu.

Ficamos vários minutos em silêncio, até que ela se levanta e se senta montada em cima de mim.

Quando vai me beijar, eu me afasto.

Ela pestaneja, surpresa, e, com sua graça habitual, pergunta:

— Você me fez a cobra?

Sorrio.

Não era minha intenção, mas respondo:

— Eu tinha que fazer uma vez, não?

Felizes, nós nos beijamos, mimamos, desejamos e, como é natural para nós, acabamos fazendo amor selvagem.

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Continua....☆

I. Espero que estejam gostando, não se esqueçam de votar e comentar muito.

II. Capítulo revisado, porém pode conter alguns erros.

--Beijos, 🦋

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora