Capítulo 15.

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A reunião se estende além da conta e, quando voltamos ao hotel, não estou de bom humor

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A reunião se estende além da conta e, quando voltamos ao hotel, não estou de bom humor.

Vou ter que mudar algumas coisas que meu pai fez.

Saímos da limusine, e pergunto com delicadeza:

— Srta. Castela, gostaria de jantar comigo e Kemely?

Espero que ela aceite.

A trato formalmente para que Kemely não saiba o que há entre nós, mas ela, surpreendendo-me, responde:

— Muito obrigada pelo convite, sr. Mioto, mas tenho outros planos.

Outros planos?

Que negócio é esse de outros planos?

E com quem?

Ofendido por sua insolência, assinto sem dizer nada, e ela vai embora.

Combino com Kemely mais tarde no hall do hotel para irmos jantar.

Subo a minha suíte e penso em passar na de Ana Flávia, mas, no fim, não vou.

Não pretendo implorar que jante comigo.

Ela que implore!

Se há algo que tenho de sobra são mulheres e, se ela não quer me acompanhar, Kemely o fará.

Ela morre de vontade de ir para a cama comigo depois de um jantar.

Contudo, o jantar é uma agonia.

Kemely me cansa e, pela primeira vez, a última coisa em que penso é em levá-la a meu quarto.

Assim, quando acabamos de jantar, aproveito que recebo uma mensagem de minha mãe pedindo-me que ligue para ela e me livro de Kemely dizendo que tenho que encontrar uma pessoa.

Quando ela vai embora, um tanto contrariada, vou até o quarto de Ana Flávia.

Bato à porta, espero e, quando não atende, uso uma cópia do cartão que tenho comigo para poder entrar na suíte dela.

Como era de supor, ela não está.

Solto um palavrão.

Durante alguns minutos, fico esperando, mas, por fim, mal-humorado, saio do quarto e vou para a recepção.

Dali a verei chegar.

Espero… espero, espero e me desespero.

Por fim, ligo para o motorista que contratamos e decido dar uma volta por Barcelona em uma limusine branca.

Depois do passeio, quando volto ao hotel, sem sair da limusine, ligo para o quarto de Ana, mas ela não atende.

Ligo para o celular, e ela também não atende.

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora