Capítulo 37.

540 49 33
                                        

Na segunda-feira, chego cedo a Madri em meu jatinho e vou para o escritório

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Na segunda-feira, chego cedo a Madri em meu jatinho e vou para o escritório.

Tenho duas reuniões extremamente importantes, não posso faltar.

Com tranquilidade, olho os documentos e, depois de anotar alguns números, decido ir para a lanchonete tomar um café.

Estou inquieto...

Estou nervoso...

Verei Ana Flávia e não sei como vou reagir...

Quando volto da lanchonete, me enfio de novo em minha sala.

Logo chega Maraisa, a nova secretária.

Depois de trazer umas pastas que lhe pedi, ela me oferece um café.

Eu aceito e ela vai buscá-lo.

Instantes depois, de soslaio, vejo Ana chegar a sua mesa.

Ela me olha.

Eu não disse nada a ninguém sobre nossa ruptura e, certamente, ela também não.

Tento me acalmar.

Mas minha tranquilidade não dura muito, pois ela vem até minha porta e bate.

Pergunto:

- O que deseja, srta. Castela?

Ela me olha... aperta as mãos e, por fim, entra e fecha a porta.

- Gustavo, precisamos conversar - diz. - Por favor, você tem que me escutar.

Seu tom de voz e suas olheiras revelam que não está bem.

Mas não quero dar o braço a torcer.

Reclino-me na poltrona e, com uma voz implacável e fria, replico:

- Já deixei bem claro que não temos nada que conversar. E, agora, faça a gentileza de voltar a sua mesa antes que me tire do sério e eu a ponha no olho da rua, como merece.

Mas ela não se mexe e insiste.

Então, Maraisa entra e, suavizando o tom, murmuro, fitando-a com um sorriso:

- Maraisa, fique para que possamos terminar o que estávamos fazendo. A srta. Castela já está de saída.

Ao ouvir isso, Ana Flávia pragueja baixinho.

Ela nunca gostou de Maraisa e, sem se importar com sua presença, exige falar comigo.

Contrariado diante de sua teimosia, me levanto, apoio as mãos na mesa e sibilo com meu pior olhar:

- Pretende ser demitida?

Ana Flávia não se acovarda.

Expulsa Maraisa da sala debaixo do meu nariz e, olhando para mim com toda sua arrogância, diz:

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora