Capítulo 54.

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Depois de uma noite sem pregar o olho, só observando Ana Flávia dormir, levanto-me com dor de cabeça, mas não digo nada

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Depois de uma noite sem pregar o olho, só observando Ana Flávia dormir, levanto-me com dor de cabeça, mas não digo nada.

Ficar sem dormir nunca me faz bem.

Desço até a cozinha e, ao ver que não há ninguém, tomo dois comprimidos para a dor.

Instantes depois, chegam Simona e Norbert.

Eles me cumprimentam e preparam o café.

Ela prepara uma massa e, imediatamente, me dou conta de que vai fazer churros para Ana Flávia.

Sem dúvida, está preocupada com ela.

Passam-se alguns minutos e entra José Rafael.

Olhando para ele, cumprimento-o:

— Bom dia, José Rafael.

Meu sobrinho me dá bom-dia.

Quando se senta ao meu lado e observa Simona fritar a massa dos churros, murmura:

— Susto parecia um bom cachorro.

Olho para ele boquiaberto.

Ele nunca gostou de cachorros!

Neste momento, a porta da cozinha se abre e Ana Flávia aparece.

Continua com os olhos vermelhos.

Eu me sinto péssimo por vê-la assim.

— Bom dia, Ana — cumprimento-a.

— Bom dia — responde ela com seriedade.

Em silêncio, ela se senta e Simona lhe oferece café e os churros.

Ela sorri e agradece.

Mas nada é como antes. Reina na cozinha um silêncio sepulcral, e tenho certeza de que todos nós estamos sentindo falta das brincadeiras e dos risos matinais de nossa espanhola.

No momento em que Norbert sai para levar José Rafael à escola, o celular de Ana toca.

Curioso, olho para ela.

Ao ver que ela atende e sai da cozinha, fico inquieto.

Quem está ligando?

Por que ela se afastou de mim para falar?

Com paciência para não a sufocar, espero que ela volte para a cozinha.

Mas, ao ver que não volta, vou atrás dela, entro no quarto e, ao ouvi-la falar com minha irmã Letícia, fico mais tranquilo.

Permaneço imóvel junto à porta.

Ela encerra a conversa e, quando se vira, pergunto:

— Vai sair com minha irmã?

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora