Gustavo Mioto é um cabeça dura, um alemão que trancou seus sentimentos após perder a irmã, mas quando ele encontra a alegre e desbocada Ana Flávia seu mundo vira de cabeça pra baixo, ele se vê fascinado por essa mulher, comete mais erros que acertos...
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Depois de um dia em Zahara de los Atunes com meus amigos Bruna e Felipe, voltamos para casa e, de novo, Ana Flávia me obriga a dormir sozinho.
Até quando vai durar essa tortura?
Minha fúria vai aumentando, mas decido não suplicar.
Se ela quer assim, assim será, por mais difícil que seja e por mais que eu tenha que me masturbar todos os dias.
De manhã, bem cedo, recebo uma ligação de minha mãe, que me pede que volte a Munique.
A babá que cuida de José Rafael decidiu voltar para Viena com a família.
Problemas!
Falo com a babá, tento fazê-la ponderar, imploro que espere alguns dias até minha volta, mas ela se recusa e encerramos a conversa de forma nada amigável.
Contrariado pela forma como o dia começou, vou para a cozinha preparar um café.
Matheus, meu grande amigo mexicano, liga para me desejar Feliz Natal.
Como sempre, seu humor é excelente e, embora o meu não seja dos melhores, reconheço que ele me faz sorrir.
Matheus é assim.
Despedimo-nos e combinamos de nos ver mais para a frente.
Assim que largo o celular, ele volta a tocar.
É minha irmã.
Ela também não está de bom humor.
Exige que eu volte para a Alemanha para que ela e minha mãe possam aproveitar seus planos para o réveillon.
Discuto com ela e, depois, também com José Rafael, que pega o telefone.
Eles vão me deixar louco!
Claramente, hoje não é meu dia.
Quando Ana Flávia se levanta, não diz nada.
Sei que ela me ouviu falar com metade da Alemanha.
Mais tarde, depois de um dia extenuante cheio de ligações e de discussões com minha família, olhando para mim, ela diz:
- Acho que devemos ir para a Alemanha.
Olho para ela.
Não sei se ouvi bem, então pergunto, surpreso:
- Você iria comigo?
Ela assente, sorri e, dando-me um pouco de carinho depois de vários dias, afirma:
- Claro que sim, querido.
Emocionado por não ter que a deixar, apoio a testa na sua e a abraço.
O gesto de Ana Flávia me faz acreditar que estamos indo por um bom caminho.