Capítulo 17.

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Minha cabeça está me matando

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Minha cabeça está me matando.

A dor é insuportável.

Discuti com minha irmã, como sempre, por causa de José Rafael e, ainda por cima, o representante da região de Ourense não preparou nada do que lhe havia pedido.

Caralho… caralho!

Ana Flávia tenta interceder na reunião, sei que faz isso de boa-fé, mas minha raiva é tão grande que no fim acabo descontando nela.

A viagem de volta ao hotel é caótica.

Kemely não para de reclamar, Ana nem me olha e minha cabeça vai explodir.

Quando chegamos, peço a Kemely que saia do carro e, dirigindo-me a Ana Flávia, sibilo, sério:

— Que seja a última vez que você fala em uma reunião sem que eu lhe peça.

Ela vai dizer algo, mas não estou a fim de escutá-la.

Protesto:

— No fim, Kemely tem razão: sua presença aqui não é necessária.

— O que essa imbecil diz pouco me importa — solta ela com soberba.

Sua rebeldia às vezes me deixa louco.

Furioso, rosno:

— Mas talvez importe a mim.

Uma nova pontada de dor cruza minha cabeça.

Toco-a e esfrego os olhos.

Então, ela diz:

— Está com uma cara péssima. Está com dor de cabeça?

O fato de ela se preocupar comigo me deixa enternecido, mas estou tão irritado e com tanta dor que simplesmente respondo:

— Boa noite, Ana Flávia. Até amanhã.

Ela me olha.

Eu não me mexo.

Por fim, Ana sai do veículo e, sem olhar para trás, entra no elevador.

Saio do carro e praguejo.

Não tenho filtro quando me sinto mal, mas ela não merece que eu fale assim.

Sou um idiota!

Já na calçada, Kemely se aproxima.

— Vamos, você tem que tomar seu remédio.

Assinto sem dizer nada.

Subimos para meu quarto e vou direto à nécessaire que guardo no banheiro.

Ali estão os medicamentos de que necessito.

Depois de tomar três comprimidos, volto para a sala e me sento.

Kemely rapidamente fecha as cortinas da sala para que não entre luz e murmura, tocando meus ombros:

— Relaxe… relaxe.

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora