Capítulo 16.

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No dia seguinte, o motorista me leva com Kemely e Ana Flávia a outra reunião

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No dia seguinte, o motorista me leva com Kemely e Ana Flávia a outra reunião.

Observo que Ana está de calça comprida e mal me olha.

Será que ainda está brava por ontem à noite?

Às sete, quando voltamos ao hotel, ela se despede de mim e de Kemely e vai para seu quarto.

Isso me deixa inquieto.

Não quero que ela escape como no dia anterior, portanto, depois de me livrar de Kemely, subo até o último andar.

Diante de sua porta, penso se devo usar minha cópia da chave, mas, por fim, decido bater.

Acho que é melhor.

Ana Flávia abre e nos olhamos com firmeza.

Entro e fecho a porta e, depois de tirar o paletó, jogo-o no chão, afrouxo a gravata e, tomando-a nos braços, murmuro:

- Meu Deus, pequena... como a desejo...

O sentimento é mútuo.

Depois de um ardente primeiro assalto, vêm mais outros.

Claro que falamos sobre o que aconteceu na noite anterior e sei que ela quer provar e brincar.

Às quatro da madrugada, acordo ao seu lado.

Ela está nua e enroscada em meu corpo.

Observo-a.

Até que uma pontada repentina na cabeça deixa claro que ou tomo logo o remédio ou dali a duas horas terei uma dor de cabeça de matar pelo resto do dia.

Contrariado por ter que sair do quarto dela, me levanto, me visto e, depois de lhe dar um beijo doce no ombro, dirijo-me a minha suíte, onde logo tomo o comprimido de que preciso e descanso.


***


Às dez da manhã, querendo que ela se levante, mando-lhe uma mensagem.

É sábado e temos o dia livre para nós.

Acorde.

Espero com prudência uma hora, não quero sufocá-la, e de novo estou batendo em sua porta.

Ela abre e eu a cumprimento contente:

- Bom dia, pequena.

Ela sorri, animada.

Sem tempo a perder, proponho que passemos o dia juntos.

Ana Flávia aceita e eu digo, satisfeito:

- Ótimo! Vou levá-la para almoçar em um lugar maravilhoso. Pegue o biquíni.

Sinto-a feliz.

Sinto-a descontraída.

E quando a ouço cantar uma música de letra sedutora que está tocando na rádio e que nunca ouvi na vida, pergunto:

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora