Capítulo 28.

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No sábado, sou o homem mais feliz da face da Terra

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No sábado, sou o homem mais feliz da face da Terra.

De novo minha pequena está comigo e curto seus beijos e sua companhia.

Satisfeito, observo no pulso a pulseira de couro e prata que ela me deu.

Não sou de usar pulseirinhas, mas, por ela, não pretendo tirá-la.

Cada vez que tento falar sério, Ana Flávia não deixa.

Está feliz como eu e, satisfeita, me beija, me toca, me faz sorrir.

Só quer me encher de carinho, como eu a ela, e acabamos fazendo amor.

Contudo, em um dado momento, quando nós dois estamos mais tranquilos, olho para ela e digo:

— Ana… Temos uma conversa pendente, lembra?

Sua cara de assustada me faz sorrir.

Sinto que ela tem os mesmos medos que eu, mas insisto:

— É importante conversarmos, eu lhe devo isso.

— Deve? — pergunta ela, surpresa.

Com carinho, acaricio seu rosto.

— Sim, querida…

Ela se concentra em mim, eu me sento nos pés da cama e, quando vou falar, Ana exclama de repente:

— Meu Deus! Você é casado?

Sorrio.

— Não.

— Vai se casar com Thay? Com Letícia? — insiste.

Perceber seus medos e inseguranças me faz ver que o que eu sinto não é tão estranho.

Com um sorriso, digo:

— Não, querida. Não é nada disso.

E, sem mais demora, falo de Thay.

Conto que foi a mulher com quem dividi minha vida durante dois anos e que nossa relação acabou quando a encontrei na cama com meu pai.

Ao ouvir isso, ela assente e entende também por que não gosto de falar de meu falecido pai.

Explico a ela a minha relação difícil com Thay.

Digo que não aceita o fim do relacionamento e fica me perseguindo.

Por isso, tantas vezes o nome dela está na tela do meu celular.

Mas deixo claro que não quero nada com ela.

Também explico o motivo pelo qual não quis que ela me acompanhasse de volta ao chalé em Zahara.

Eu sabia que Thay estava lá e não queria que ela presenciasse a cena que a outra com certeza faria.

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora