Capítulo 44.

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Na manhã seguinte, quando acordo, a primeira coisa que faço é olhar para o lado com a esperança de que tudo que aconteceu na noite anterior não tenha sido um sonho

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Na manhã seguinte, quando acordo, a primeira coisa que faço é olhar para o lado com a esperança de que tudo que aconteceu na noite anterior não tenha sido um sonho.

E, por sorte, ela está ali, ao meu lado.

Não foi um sonho!

Olho para ela…

Gosto de contemplá-la enquanto dorme.

Quando vejo que vou me jogar em cima dela, levanto-me e desço até a cozinha, onde José Rafael está tomando o café da manhã.

Ana precisa descansar.

Feliz, mando uma mensagem a meu amigo Orson.

Depois, tomo um café e comento com meu sobrinho que Ana Flávia voltou.

Fica evidente que a notícia não o deixa muito entusiasmado.

Quero voltar para ela e, assim que o menino sai com Norbert para comprar algo, retorno correndo para o quarto.

Volto a observá-la enquanto dorme, saboreio a paz que seu rosto reflete enquanto meu coração aproveita a sua proximidade.

— Bom dia, lindo — diz ela de repente.

Lindo?!

Em toda minha vida, jamais alguém me chamou assim.

Quando vou beijá-la, ela sai desesperada da cama.

Quer escovar os dentes antes de me beijar.

Quando volta e pula na cama, pego-a e a beijo, aproximando-a de mim.

Depois, ela diz que pode cuidar de José Rafael, se for necessário, enquanto eu trabalho.

Surpreso, olho para ela.

Será que não percebeu como meu sobrinho é complicado?

— Tem certeza, pequena?

Ana Flávia assente, sorri e, com humor, responde:

— Sim, grandalhão. Tenho certeza.

Satisfeito, beijo-a de novo, aprecio seu cheiro, sua presença.

Mais tarde, estamos conversando quando a porta se escancara e meu sobrinho entra.

— Tio, seu celular está tocando — anuncia ele de cara feia.

Ele me passa o telefone, que deixei na cozinha quando desci para tomar o café.

Vejo que é Orson, o amigo a quem mandei uma mensagem antes.

Levanto-me da cama e vou até a janela para falar com ele.

Enquanto isso, observo a reação de meu sobrinho quando Ana Flávia o cumprimenta:

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora