Capítulo 46.

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No dia 5 de janeiro, uma data importante para minha mãe, vamos a seu famoso jantar de Dia de Reis

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No dia 5 de janeiro, uma data importante para minha mãe, vamos a seu famoso jantar de Dia de Reis.

Quando chegamos, minha irmã nos saúda.

— Que bom que já chegaram!

Suspiro.

Não gosto das festinhas de minha mãe, com gente que não me interessa nem um pouco.

Mas ali estou mais um ano, nesse caso, para agradar a José Rafael, minha mãe e, claro, Ana Flávia.

Apresento Ana como minha namorada a alguns convidados e noto que vários a despem com o olhar.

Isso me incomoda e, segurando-a, possessivo, deixo claro a esses homens que tenham cuidado ou terão problemas comigo.

Eles parecem entender minha mensagem, afastam-se de nós e começo a falar de negócios com algumas pessoas enquanto observo que Ana Flávia sai com Letícia e que José Rafael vai brincar com um amigo de minha mãe.

Será o namorado dela?

Estou entretido na conversa quando meu sobrinho chama minha atenção e, com o dedo, faz sinal para que eu me aproxime.

Peço licença aos homens com quem estou conversando, vou até José Rafael e ele diz:

— Peguei Ana Flávia fumando com tia Letícia.

Eu assinto, surpreso.

Ana Flávia fuma?

Como assim, fuma?

E, fitando José Rafael, pergunto:

— Onde ela está?

Satisfeito, ele me guia até a cozinha de minha mãe e, quando abro a porta, fico sem palavras ao ver as duas desmioladas.

— Vocês estão fumando? — sibilo.

Minha irmã me ignora, mas Ana Flávia assente, com certa arrogância.

Péssimo… péssimo…

Isso me deixa louco e tiro o cigarro dela com brusquidão.

Ela me olha… fuzila-me com o olhar.

E, quando apago o cigarro, ela diz, iritada:

— Que seja a última vez que você faz uma coisa dessas.

Sem se importar com meu olhar, ela pega outro cigarro do maço que está em cima da mesa e o acende, provocando-me.

Caralho!

A desfaçatez dela me revolta.

Essa espanhola não vai me dobrar.

E, tirando o cigarro dela de novo, jogo-o na pia.

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora