Capítulo 38.

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Minha fúria está em nível máximo

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Minha fúria está em nível máximo.

Demiti Bruna, a chefe de Ana Flávia, depois de pegá-la na lanchonete debochando dela.

Não vou permitir isso!

Faz quatro dias que Ana foi embora, que se afastou de mim, e não consigo localizá-la nem falar com ela.

Ligo, mas ela não me atende.

Está me evitando, e isso me deixa ainda mais furioso.

Não consigo trabalhar…

Não consigo respirar…

Não consigo viver…

Não saber dela me está matando.

Sei que o erro foi meu, ainda mais depois de falar com Criss.

Eu liguei para o marido dela e marquei com eles.

E ela, tremendo de medo de minhas perguntas, confirmou tudo o que Ana Flávia  me contou.

Maldita Thay!

Enquanto respondo aos e-mails da empresa, recebo um de Kemelly Garcia.

Como sempre, ela fala de trabalho e termina me perguntando quando nos veremos novamente.

Em outras circunstâncias, eu teria respondido que em breve, mas estou tão arrasado por causa de Ana Flávia e pelo vazio que sinto sem ela que digo que por enquanto me esqueça.

Há uma pessoa especial em minha vida e quero me concentrar nela.

Kemelly não responde, e fico feliz.

Pouco depois, quando estou na varanda de minha suíte em Madri, meu celular toca e vejo que é Rodrigo, pai de Ana.

Liguei mil vezes para ele, que ficou de me avisar quando soubesse algo dela.

Atendo apressado.

— Olá, Rodrigo.

— Gustavo — diz ele baixinho. — Como prometi, estou avisando que minha moreninha está aqui, mas, por favor, dê-lhe espaço.

Fecho os olhos, aliviado.

Finalmente, sei onde ela está.

Saber onde está e que está a salvo me faz relaxar.

Murmuro:

— Como ela está?

— Furiosa, rapaz. Não sei o que aconteceu entre vocês, mas ela está com muita raiva. E, quando fica assim, tem um gênio difícil.

Eu sei.

Infelizmente, sei.

Praguejo em silêncio.

Não posso nem devo contar a seu pai nosso problema, mas sussurro:

— A culpa é minha, só minha, Rodrigo.

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora