Capítulo 06.

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À tarde, depois de passar pelo hotel Villa Magna e falar seriamente por telefone com meu sobrinho sobre seu comportamento, tomo um banho

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À tarde, depois de passar pelo hotel Villa Magna e falar seriamente por telefone com meu sobrinho sobre seu comportamento, tomo um banho.

Tenho um jantar com uma mulher interessante em um lugar que Bruna e Felipe me levaram e quero me divertir.

Na hora marcada, Tomás, o motorista, me pega no hotel com uma BMW vermelha e me leva à casa de Ana Flávia, em um bairro que nada tem a ver com o meu em Munique.

Ao chegar, o carro para em fila dupla e eu desço para ir até a portaria.

Espero que não me enrole e que esteja pronta.

Olho o relógio: nove em ponto.

Gosto de pontualidade.

Aperto o botão do interfone e, quando ouço sua voz, digo:

— Srta. Castela, estou esperando. Desça.

Em seguida volto para a BMW.

Percebo que estou impaciente, e isso me surpreende.

E, quando a vejo chegar com um vestido simples verde, vou até ela, dou-lhe um beijo tímido no rosto e digo:

— A senhorita está muito bonita.

Ela não responde.

Abro a porta do carro e ela entra.

Uma vez lá dentro, noto que ela não está muito comunicativa, e não costumo conversar muito com as mulheres.

Falo com elas apenas o estritamente necessário.

Finalmente, consigo fazê-la falar, mas acabamos discutindo.

Até que pouco a pouco ela volta a ser a garota que conheci no elevador.

— Por favor… me chame de Ana Flávia ou Ana. Vamos deixar a formalidade para o horário comercial. Tudo bem, você é meu chefe e lhe devo respeito, mas me incomoda jantar com alguém que me chama pelo sobrenome.

Acho isso engraçado.

Às vezes, janto com mulheres que nem sei como se chamam porque delas só me interessa o corpo.

— Acho perfeito — digo, por fim —, desde que você me chame de Gustavo.

Ela assente.

Estende a mão e, com um lindo sorriso, diz:

— Tudo bem, Gustavo, prazer em conhecê-lo.

— Digo o mesmo, Ana.

Ambos sorrimos.

Quando o carro para, parece que chegamos a um entendimento.

Segundos depois, Tomás abre a porta para nós.

Seguro de mim, desço do veículo, ofereço a mão a Ana Flávia e ela desce.

Levanto os olhos e leio “Moroccio”.

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora