Capítulo 53.

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Passam-se os dias, e o maldito cachorro ossudo continua em minha garagem

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Passam-se os dias, e o maldito cachorro ossudo continua em minha garagem.

Está nevando muito outra vez e, no domingo, Ana Flávia insiste em irmos para o jardim brincar com bolas de neve.

José Rafael e eu nos recusamos.

Não queremos nos molhar nem passar frio.

No fim, ela põe sua jaqueta de náilon vermelha, sai sozinha e faz um lindo boneco de neve.

E o batiza de Iceman.

Ela quer me provocar!

No dia seguinte, no escritório, recebo uma ligação da escola.

Parece que José Rafael aprontou de novo.

Fico furioso.

Será que meu sobrinho não vai aprender nunca?

Estou assimilando a notícia quando Kemelly entra em contato comigo via Skype para tratar de um problema na empresa.

Dois homens que trabalhavam para meu pai estão criando problemas e tenho que deixar claro que quem manda agora sou eu e que as coisas têm que ser feitas do meu jeito.

No fim, tenho que marcar uma reunião de emergência para o dia seguinte em Londres.

Isso, mais o problema na escola de José Rafael, provocam-me um grande malestar.

Quando saio da Universal, sinto que estou com um humor do cão.

Só espero que Ana Flávia não me provoque.

Hoje não.

Ao chegar ao portão de minha casa, suspiro.

Espero encontrar o descanso de que preciso, mas minha indignação só aumenta quando, ao entrar, encontro Ana Flávia, José Rafael, Simona e Norbert brincando com um trenó e o maldito cachorro com eles.

O que meu sobrinho está fazendo?

E o que esse cachorro está fazendo no jardim?

Já não era o bastante tê-lo alojado na garagem?

Meu olhar fica fixo em Ana Flávia.

Quero que ela saiba que estou furioso.

Depois de estacionar, meu mau humor me faz bater violentamente a porta.

Todos me olham.

Todos, inclusive o cachorro, ficam paralisados.

Têm medo de mim.

E eu caminho para eles com uma atitude intimidadora.

Estou furioso!

Terrivelmente furioso!

Eu sou Gustavo Mioto | miotelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora