Capítulo 29

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Me diga tudo o que você aprendeu
Porque o amor nunca se perde
quando a perspectiva é conquistada
E você disse que viria me buscar

Peter — Taylor Swift

O salão da mansão Weffen está um caos

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O salão da mansão Weffen está um caos. Vozes exaltadas reverberam pelas paredes douradas. Angel aperta minha mão com força antes de soltá-la e dar um passo hesitante para dentro.

— O que está acontecendo? — ela sussurra, os olhos escuros varrendo o ambiente, a inquietação transparecendo no franzir de sua sobrancelha.

Beijo suavemente seu cabelo antes de me afastar, indicando com um movimento sutil da cabeça que é melhor ela sair dali. Mas Angel não se move. Em vez disso, ela sorrir teimosamente e caminha de volta para a mansão.
Merda.

Meus olhos seguem o balanço suave do seu vestido vermelho, colado ao corpo de forma que denuncia cada curva. Angel nasceu para vestir vermelho.

Não, ela nasceu para ser desejada em qualquer cor, para enfeitiçar e destruir, como faz comigo todas as vezes que me olha.

Mas o encanto se desfaz no momento em que um dos seguranças irrompe em meu campo de visão, o rosto contorcido de urgência.

— Aí está você! — Ele se inclina, ofegante, com as mãos apoiadas nos joelhos. — Melhor não entrar. — Minha expressão se fecha.

— O quê?

— Tem uma confusão acontecendo lá dentro. Algumas famílias estão revoltadas… — O homem engole em seco. — Uma senhora começou a gritar com o Governador por ter contratado você. — Meu sangue ferve.

— Merda. — Rosno entre dentes e disparo para dentro, ignorando o segurança que ainda tenta me impedir.

O salão inteiro parece se incendiar quando entro. Os olhares voltam-se para mim, carregados de desprezo, acusação e medo. A mesma senhora que mais cedo olhou em choque para o anel de Angel agora segura o braço do Governador, seu rosto vermelho de indignação.

— Esse rapaz é um mal para esta cidade! — Ela aponta um dedo trêmulo para mim, como se estivesse diante do próprio diabo. — Essas mortes, esse terror que assola Manhattan… é culpa de um Radcliffe! — Minhas mãos se fecham em punhos.

— Hades, me leva embora. — A voz de Angel é pequena, carregada de súplica. Ela agarra meu braço, os olhos brilhando de lágrimas. — Eu quero ir embora agora…

Mas não posso.

— Ele é um delinquente, Hebber! — Outro homem brada, lançando-me um olhar de puro nojo. — Já não basta termos que conviver com criminosos, agora temos que aceitá-los entre nós? Um Radcliffe? Isso é um absurdo!

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