Capítulo 32

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Não consegui ir embora graciosamente
E você é o herói que voa por aí, mantendo as aparências
Taylor Swift - My tears ricochet

Não consegui ir embora graciosamenteE você é o herói que voa por aí, mantendo as aparênciasTaylor Swift - My tears ricochet

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— Olha só, já ouvi vários absurdos do meu pai, mas esse é inacreditável. Eu sei que meu pai é bonitão, mas ele e Rebecca em um cemitério? Sozinhos? Sem chance! — nego, rindo incrédula, sentindo o coração bater acelerado.

— É isso que vamos ver, Angel. — O investigador dá um passo e se acomoda no meu sofá. — Ligue para o Hebber; diga que estou esperando.

— Mas que merda... — sussurro entre os dentes, batendo a porta. Encaro o Hades escondido atrás de uma parede e faço sinal para ele sair. Hades se aproxima, a feição dura, o rosto alarmado. Franzo o cenho, confusa; ele passa a mão no meu cabelo e beija minha têmpora. Vou até o telefone fixo e ligo para meu pai.

— Angel, meu amor, já estamos voltando — a voz dele soa assim que atende.

— Pai, o investigador Fisher está aqui e quer falar com o senhor. Ele está te esperando. É urgente! — digo, tensa.

— O que aconteceu? — pergunta, sério.

— A Rebecca foi assassinada — sussurro, baixinho — e ele disse que ontem à noite vocês estavam juntos no cemitério. — Ouço o barulho do carro freando abruptamente.

— Estou chegando. O Hades está aí? — pergunto, e confirmo que sim. — Passe para ele.

— Ei, senhor mau humor, papai quer falar com você — sussurro, balançando o telefone. Hades se aproxima, pega o aparelho. Analiso-o por completo: está lindo, mas estranho. Super estranho. Vejo sua feição ficando mais dura a cada momento.

— Não sairei daqui — afirma, cerrando os punhos. Hades me estende o celular e eu pego, enquanto ele envolve os braços na minha cintura.

— Não fale nada, Angel. Por favor, controle-se — ele pede. Reviro os olhos ao ouvir o que meu pai diz; logo a ligação é encerrada.

— O que ele falou pra você? — pergunto, curiosa.

— Pra não sair de perto de você — Hades sussurra, e o abraço, observando as costas do investigador Fisher enquanto este permanece sentado no sofá.

— Onde está a serviçal? Que falta de educação — reclamo — Ninguém para me servir. Preciso de café. — Afasto-me de Hades e encaro as xícaras de porcelana e a jarra com café sobre a mesa, soltando uma risada baixa.

— Que eu saiba o senhor tem mãos, investigador. O café está na sua frente; deve saber colocar! — retruco, irritada. Vou até o outro sofá e me acomodo, cruzando os braços. Hades fica em pé, atrás do sofá, perto de mim. Fisher solta uma risada incrédula, olhando-nos.

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