Capítulo 33

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E se você nunca tivesse vindo até mim
Pode ser que eu vagasse pelo purgatório
Você me envolve como uma corrente, uma coroa, uma vinha
Me puxando para dentro do fogo

Taylor Swift — The Fate of Ophelia

— Ei, Radcliffe — ouço o policial me chamar e tiro meus olhos das minhas mãos — Levanta, você vai falar com o Governador — franzo o cenho confuso, mas eu levanto

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— Ei, Radcliffe — ouço o policial me chamar e tiro meus olhos das minhas mãos — Levanta, você vai falar com o Governador — franzo o cenho confuso, mas eu levanto. Sigo o guarda até uma sala vazia e me colocam dentro, onde eu vejo Hebber com o rosto enfiado nas mãos, sentado no chão.

— Vamos ser ouvidos? — questiono e o pai da Angel nega — Por que quer falar comigo? — questiono e Hebber me fita, analisando meus olhos vermelhos e inchados, já que passei muito tempo chorando porque meu pai vai morrer e eu não vou conseguir salvá-lo.

— Eu já sei que era você no cemitério, Hades. Quando Angel me ligou, falando sobre a morte de Rebecca e que era eu no cemitério, já sabia que era você — fico pálido, a porra do meu sangue gela.

— Merda – sussurro, entre dentes — Você vai me entregar? — pergunto, com a voz falha. O plano da Angel vai por água abaixo.

— Senta aí, Radcliffe — Hebber aponta para que eu me sente no chão ao seu lado e assim faço — Te vi saindo do quarto da Angel, de madrugada. Achei estranho, te segui. Vi Rebecca, escutei tudo, eu vi as fotos — arregalo meus olhos e seguro outro xingamento — Eu quero que me conte a verdade.

— Qual verdade? — questiono, baixo.

— Toda a verdade, Hades. Tudo o que está acontecendo. Eu preciso saber para poder ajudar você, eu não estou preocupado com a minha prisão, sou o Governador, logo irei sair. Mas, eu preciso que me conte tudo que aconteceu para que eu possa salvar você, Hades. E, salvar o seu pai. — Hebber diz, me fitando sério.

— Não vai gostar da verdade, Governador — digo, encostando na parede. Encaro a pulseira da Angel no meu pulso e acaricio — Vou começar quando estávamos em 1990, quando eu fiquei com a Angel pela primeira vez.

— Com 15 anos, meu Deus. Acho que não quero saber a verdade — Hebber sussurra, esfregando o rosto nas mãos — Pode falar.

— Nós ficamos juntos e no outro dia, eu acordei com a notícia que o Governador tinha morrido, meu pai tinha sido o assassino e estava preso, e que eu deveria fugir. — digo, a garganta seca, as lembranças me corroendo — Eu era um moleque fodido, não sabia o que fazer e fugir. Só que eu lembrei da Angel, não podia deixá-la só e tentei voltar, mas então me encontraram e me levaram embora a mando seu.

— O que?! — Hebber arregala os olhos — Eu? Eu nunca mandei irem atrás de você. Eu estava corroído pelo ódio de seu pai, mas você era a porra de um moleque. — esbraveja incrédulo.

— Depois disso, foi tudo uma sequência de anos fodidos. Eu era preso, me colocavam junto com vários homens violentos, eu apanhava, passava fome, cedo. E sempre me diziam que era a mando do Hebber Weffen, que assumiu o posto de Governador após à morte do pai. Eu odiei você todos os dias da minha vida depois do que aconteceu, meu pai foi preso injustamente e eu vivi no inferno.

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