Abrindo os olhos contra sua vontade, Penelope ergueu a cabeça para olhar ao aredor do quarto, não havia nada, tentando procurar o homem que amava pela cama, ela falhou, suas sobrancelhas franziram em confusão, não era comum que ele saísse assim no meio da noite. Um vento gélido a atingiu fazendo-a passar os braços em volta de si mesma, estando disposta a encontrar Conan ela pós os pés para fora da cama, quando sua mão finalmente estava na maçaneta para abrir a porta, um grande barulho ecoou pela casa silenciosa.
Levando a mão ao peito na intenção de acalmar seus batimentoscardíacos, ela se sentiu inquieta, abrindo o móvel de forma quase desesperada, a mulher notou alguns itens jogados no longo corredor enquanto andava, sua respiração falhou quando sons de passos dominaram a parte de baixo da casa.
Algo não estava certo.
Tentando andar em silêncio, seu corpo gelou quando foi puxada para o quarto de hóspedes da casa de forma quase bruta por braços fortes, ela tentou se debater, mas ele a agarrou mais forte contra a parede, quando tentou apelar pelo grito, ele a calou, colocado sua grande mão na boca dela para abafar qualquer som.
– Por favor, fique quieta – ela reconheceu a voz logo de imediato, algo em seu coração acalmou, mas o desconforto permaneceu, algo estava muito errado, Penelope tentou encontrar o olhar do homem, mas ele olhava para tudo, menos nos seus olhos.
– Conan... o que está acontecendo? – ela perguntou surrurando assim que ele retirou a mão de sua boca. Levando suas mãos para as bochechas do homem, ela o obrigou a encarar, um arrepio passou por sua espinha quanto viu que os olhos dele demonstravam medo.
– Tem pessoas aqui – sua voz saiu trêmula.
Do que ele estava com tanto medo?
– Amor... preciso que saia daqui – ele alcançou suas mãos e as apertou contra as dele.
– O que? Conan... somos assassinos também, ou já se esqueceu? Podemos matá-los, poderíamos alegar legitima defesa ou até mesmo simplesmente esconder os corpos, tem armas no escritório do meu pai, ele usava quando ia caçar – ela respondeu calma.
– Não, querida, não podemos, a no mínimo vinte homens, eles fizeram o favor de pegar todas as armas, não a nada – sua voz soou desesperada, tirando uma de suas mãos da dela, ele lhe acariciou o cabelo.
– Conan, quem são eles? E o que querem conosco? – ela perguntou apreensiva.
– Eles são o meu karma – franzindo a testa momentaneamente, ela lembrou-se da conversa que haviam tido naquela mesma noite – E eles me querem, e se cogitarem a possibilidade que eu me importar com qualquer outra pessoa que não seja eu, aqueles homens não pensaram duas vezes antes de matá-la em minha frente, ou coisa pior, então, por favor, preciso que saia desta casa e corra o máximo que puder – ele suplicou em um sussurro colando suas testas.
– Não, não irei embora sem você – ela respondeu firme – ele tentou protestar mas Penelope cortou sua fala antes que pudesse dizer – não sei em que mundo pensou que eu fugiria e o deixaria para trás com esses animais, ou vamos sair os dois juntos ou os dois morreram, perdi anos da minha sem você, não me darei o prazer de deixar acontecer isso de novo, está me ouvindo? – seus olhos encaram os dele com fervor.
– Você não entende meu amor, eles podem matá-la, e eu lhe prometi que nunca mais a machucaria, não posso perdê-la – sua voz estava arrastada, como se sua garganta estivesse sendo rasgada com pequenos cacos de vidro.
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Darkness
Fanfiction- Eu odeio você. - Eu amo você. Depois de ser alvo de zombaria por quem pensava ser seus amigos, Penelope se encontrava cada vez mais distante de tudo e de todos ao seu aredor, e naquela noite a garota não estava muito diferente, era o seu segundo a...
