Capítulo 17

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Abrindo os olhos contra sua vontade, Penelope ergueu a cabeça para olhar ao aredor do quarto, não havia nada, tentando procurar o homem que amava pela cama, ela falhou, suas sobrancelhas franziram em confusão, não era comum que ele saísse assim no meio da noite. Um vento gélido a atingiu fazendo-a passar os braços em volta de si mesma, estando disposta a encontrar Conan ela pós os pés para fora da cama, quando sua mão finalmente estava na maçaneta para abrir a porta, um grande barulho ecoou pela casa silenciosa.

Levando a mão ao peito na intenção de acalmar seus batimentoscardíacos, ela se sentiu inquieta, abrindo o móvel de forma quase desesperada, a mulher notou alguns itens jogados no longo corredor enquanto andava, sua respiração falhou quando sons de passos dominaram a parte de baixo da casa.

Algo não estava certo.

Tentando andar em silêncio, seu corpo gelou quando foi puxada para o quarto de hóspedes da casa de forma quase bruta por braços fortes, ela tentou se debater, mas ele a agarrou mais forte contra a parede, quando tentou apelar pelo grito, ele a calou, colocado sua grande mão na boca dela para abafar qualquer som.

Por favor, fique quieta – ela reconheceu a voz logo de imediato, algo em seu coração acalmou, mas o desconforto permaneceu, algo estava muito errado, Penelope tentou encontrar o olhar do homem, mas ele olhava para tudo, menos nos seus olhos.

– Conan... o que está acontecendo? – ela perguntou surrurando assim que ele retirou a mão de sua boca. Levando suas mãos para as bochechas do homem, ela o obrigou a encarar, um arrepio passou por sua espinha quanto viu que os olhos dele demonstravam medo.

– Tem pessoas aqui – sua voz saiu trêmula.

Do que ele estava com tanto medo?

– Amor... preciso que saia daqui – ele alcançou suas mãos e as apertou contra as dele.

– O que? Conan... somos assassinos também, ou já se esqueceu? Podemos matá-los, poderíamos alegar legitima defesa ou até mesmo simplesmente esconder os corpos, tem armas no escritório do meu pai, ele usava quando ia caçar – ela respondeu calma.

– Não, querida, não podemos, a no mínimo vinte homens, eles fizeram o favor de pegar todas as armas, não a nada – sua voz soou desesperada, tirando uma de suas mãos da dela, ele lhe acariciou o cabelo.

– Conan, quem são eles? E o que querem conosco? – ela perguntou apreensiva.

– Eles são o meu karma – franzindo a testa momentaneamente, ela lembrou-se da conversa que haviam tido naquela mesma noite – E eles me querem, e se cogitarem a possibilidade que eu me importar com qualquer outra pessoa que não seja eu, aqueles homens não pensaram duas vezes antes de matá-la em minha frente, ou coisa pior, então, por favor, preciso que saia desta casa e corra o máximo que puder – ele suplicou em um sussurro colando suas testas.

– Não, não irei embora sem você – ela respondeu firme – ele tentou protestar mas Penelope cortou sua fala antes que pudesse dizer – não sei em que mundo pensou que eu fugiria e o deixaria para trás com esses animais, ou vamos sair os dois juntos ou os dois morreram, perdi anos da minha sem você, não me darei o prazer de deixar acontecer isso de novo, está me ouvindo? – seus olhos encaram os dele com fervor.

– Você não entende meu amor, eles podem matá-la, e eu lhe prometi que nunca mais a machucaria, não posso perdê-la – sua voz estava arrastada, como se sua garganta estivesse sendo rasgada com pequenos cacos de vidro.

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