Sua cabeça foi tomada por uma dor brutal quando seus olhos abriram-se, se mexendo na cama, ela levantou a cabeça. Reconhecendo o quarto assim que olhou ao aredor do mesmo, ela percebeu estar na casa bridgerton, sua cabeça latejava de dor, assim como o resto do seu corpo, sua memória ainda falhava sobre a noite anterior, a última coisa que conseguia se lembrar, era de estar nos braços dele.
Forçando seu corpo a obedecer sua mente, ela tentou ficar em pé, assim que o fez, foi de encontro ao chão, suas pernas estavam fracas e sua cabeça doía mais do que seria capaz de explicar, tentando pela segunda vez, ela finalmente consegui levantar-se.
Quando já estava do lado de fora do quarto, ela escutou vozes vindo do que já conhecia ser a sala de estar, em passos inseguros, ela se guiou até a porta do cômodo e a abriu, os barulhos que antes estavam altos, foram silenciados assim que ela adentrou o lugar.
- Penelope... - ela ouviu uma voz trêmula dizer o seu nome e em seguida ela foi tomada por um vulto azul vindo em sua direção e a puxando para um abraço, ela retribuiu o afeto assim que reconheceu ser Eloise. Ainda sentindo aquela dor irritante, ela gemeu baixinho quando sentiu a outra mulher a apertar mais firme.
- Eloise... - ela ofegou quando já não conseguia mais respirar, a garota a soltou com relutância, quando ambas se encaram, haviam lágrimas em ambos rostos, olhares silenciosos de desculpas e perdão foram trocados. Penelope sentiu seu peito apertar, olhando em volta da sala, ela procurou por ele.
Onde ele está?
Por que ela não acordou com ele ao seu lado?
Por que não estava conseguindo senti-lo?
- Onde ele está? - ela perguntou sem exitar, seu rosto franziu em confusão quando observou o rosto de sua amiga cair em profunda tristeza. Assim como já havia feito, ela olhou novamente em roda da sala, Lady Violet evita olhar para ela, e sua mãe a olhava com pena, sem obter uma resposta, Lady Featherington levantou-se e andou até ela, parando em sua frente, ela passou as mãos nos cabelos de sua filha, parando em suas bochechas, ela deu a filha um olhar terno, seguido por um abraço.
- Mamãe, onde ele está? - ela não sabia o que era, mas havia algo muito errado em tudo aquilo, se desfazendo do abraço, ela perguntou mais firme dessa vez.
- Como está se sentido querida? - ela novamente ficou sem respostas.
- Com dor, por quando tempo fiquei desacordada? Onde meu marido foi? - ela franziu as sobrancelhas novamente e tentou obter informações dele mais uma vez.
Talvez ele apenas tenha saído por um tempo.
- Seis semanas - sua voz não era nada agradável aos ouvidos de Penelope, sua dor de cabeça havia triplicado de tamanho e um amargo lhe subiu a garganta.
- Mamãe... onde meu mari- - ela tentou novamente, mas foi interrompida por a sua na única mulher que estivera quieta
- Ele foi embora! - sua voz soou cortante, ela olhou em direção a mulher mais velha, tentando encontrar um lampejo de piada no que ela acabará de falar, mas não ouve.
Não
Não
Não
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Darkness
Fanfic- Eu odeio você. - Eu amo você. Depois de ser alvo de zombaria por quem pensava ser seus amigos, Penelope se encontrava cada vez mais distante de tudo e de todos ao seu aredor, e naquela noite a garota não estava muito diferente, era o seu segundo a...
