Capítulo 29

103 6 1
                                        

As estradas de volta a Londres haviam sido calmas, foram capazes de chegar na cidade em menos de dois meses. Havia sido uma tremenda tentação estar em um espaço tão minúsculo com sua mulher sem sequer poder tocá-la. Ele tentava é claro, de todas as formas, mas sempre recuava, não por covardia, mas por medo de quebrar o que ainda nem havia sido consertado.

Foram recebidos com um frio congelante, a própria carruagem parecia um tremendo cubo de gelo ambulante, ele passou os braços em volta de si em uma tentativa falha de se esquentar, seus olhos voaram diretamente para Penelope, que já o observava.

– Está tudo bem? – ela perguntou passando a língua entre os lábios para os molhar, atraindo a atenção dele mais do que gostaria.

– Um pouco de frio... – ele respondeu.

Ele não tardou em analisá-la com mais calma, seus olhos desceram para olhar o decote escancarado do vestido de mangas longas que ela usava.

– Não está com frio? – foi a vez dele de fazer uma pergunta, arrancado um arquear de sobrancelhas vindo dela. A tensão pairou no ar, Penelope fechou o livro a qual estava lendo, o repousando ao seu lado com delicadeza.

– Estou... acha que pode me ajudar? – ela respondeu de forma melosa enquanto se enguia, indo em direção ao seu amado, o pegando de surpresa quando sentou-se em seu colo com os rostos próximos.

– Achei que nunca pediria – ele a  tomou com os lábios de forma bruta, o impacto havia sido tão grande que o som de seus dentes colidindo podiam ser ouvidos, o homem adentrou sua boca com a língua com uma urgência desesperadora, aquilo era saudade e desejo.

Penelope arrastou o lábio inferior do Bridgerton com os dentes, o fazendo soltar um gemido, foi impossível não sorrir naquele momento, ele a apertou mais contra ele, a fazendo arfar, as mãos dele a seguravam com uma força dolorida por todo o corpo, seus beijos eram desproferidos com certa violência em seus seios, ela sentiu sua mão pesada adentrar o vestido, indo direto para seu ponto mais sensível, ela não só arfou como soltou um gemido abafado, ele a adentrou sem pena com dois dedos, a mulher agarrou seus cabelos o puxando com força para trás, lhe arrancando um gemido rouco, a boca dela desceu para seu pescoço, ele sentiu a ardência dos dentes dela sendo cravados no local quando começou um movimento de entrada e saída dentro dela.

Suas bocas se encontram novamente em completo despero, ele sentiu o gosto metálico de sangue em sua boca, não muito tempo depois, sentiu algo quente escorrer por seu pescoço, ele sorriu durante o beijo, aumentando a velocidade de seus dedos, o beijo se desfez novamente, seus olhares se direcionaram uns aos outros, de forma firme, suas testas estavam coladas, ele sentiu a mão esquerda dela ergue-se até sua garganta a apertando com força, mas não o suficiente para o deixar sem ar.

Ele podia sentir a raiva em seus olhos e o desejo em seu corpo, ele a tinha de todas as formas, sempre a teve, muitos a viam como uma jovem ingênua e recatada, a flor de parede que passava despercebida por tudo e todos, a inocente Penelope que nunca, jamais, machucaria alguém, nem sequer um inseto. Mas ele sabia, ele conhecia além dessa fachada de boa moça, ele conheceu o lado mais sombrio dela, conheceu seus maiores pecados, sua sede de vingança, ele limpou sangue das mãos dela e em seguida a fodeu em canto qualquer. Porque ele sabia, ela amava tudo isso, cada pequeno momento disso.

Ele nunca a transformou em um mostro, ela sempre foi o monstro, a escuridão.

Seu último gemido foi alto e carregado de alívio, ela respirou profundamente antes de agarrar sua mão, a tirando de baixo do vestido, trazendo os dedos dele para sua boca, se deliciando de seu próprio gosto, ele soltou uma gargalhada, jogando a cabeça para trás, só para sentir ela o trazendo com delicadeza para o encarar.

DarknessOnde histórias criam vida. Descubra agora