Capítulo 22

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Capítulo dezessete...

Visão do Conan

– Não... não, não! Penelope por favor, por favor, acorde, amor, por favor. Deus por favor a salve, eu faço o que for preciso, mas por favor a salve – ele suplicou, levando sua mão ao pescoço dela para ver seus batimentos cardíacos, eram fracos, mas ele ainda os tinha.

Essa era a motivação que o fizera continuar. De onde havia parado, ele voltou novamente ao ferimento dela, a inúmera contia de sangue o fazia querer vomitar, pegando a garrafa de Bourbon que tinha deixado junto a mesa com os outros utensílios que iria usar, ele abriu a garrafa de whisky e jogou direto na ferida, observando a expressão de Penelope ainda desmaiada se contorcer de dor.

Vendo que o sangue já havia parado o suficiente, ele começou a limpá-la, Conan sabia que devia retirar a bala, mas ele não era especialista nisso, e jamais arriscaria a vida dela com fazendo algo que não sabia, ele precisava de ajuda.

Com o ferimento da enfaixado, ele revirou o guarda-roupa da mulher e assim que avistou o primeiro vestido confortável, voltou-se a ela novamente, trocando a camisola ensanguentado e rasgada pelo trage limpo. Ainda era noite, e os batimentos dela ainda eram fracos, ele estava agonizando, sabia que as chances de encontrar ajuda aquela hora eram poucas, mas ele precisava tentar.

Sem ao menos se importar com suas próprias roupas sangrentas ou os corpos cortados espalhados pela casa inteira, Conan saiu porta a fora com Penelope em seus braços. A noite era estava mais fria do que jamais virá, ele sentia a mulher em seus braços gemer baixinho, ele se amaldiçoado por não saber se era por conta do frio, ou por conta da dor que provavelmente estivera sentindo.

E sem ao menos que percebe-se, desde que coloca os pés para fora de casa, seus lábios começam a proferir pequenas rezas em um sussurro doloroso. Ele temia que, já fazia mais de meia hora que estivesse caminhando, apenas para notar que em tão pouco tempo, o estado de Penelope estava piorando de forma brutalmente rápida. Como que suas presses desesperadas ao senhor tivessem sido ouvidas, longe ele avistou uma carruagem.

– Obrigado Senhor – ele proferiu baixo.

Tudo de ali em diante havia se tornado um eterno borrão. Mayfair ainda era escura quando chegou a casa Bridgerton, arrancando alguns suspiros assustados de uma empregada ou duas, e de sua mãe também, a única coisa que se lembrava de forma tão clara era como a quase perdeu.

Uma semana antes de Penelope acordar...

Não existiu um único momento em que ele tivesse saído de perto dela, todas as noites ele se recusava a sair do quarto, ele raramente comia ou bebia alguma coisa, o homem passando horas e horas apenas a observando, sua sogra e sua mãe tentavam convencê-lo de que tudo havia sido um acidente. A alta sociedade é claro, comprou a história de forma tão rápida que ele teve certeza em declarar que eram mais burros do que imaginava.

A história foi de que, anos atrás, quando o encendio Bridgerton começou, ele conseguiu sair, mas isso lhe custou a memória, anos depois ele retornou, e novamente um incêndio o atingiu, sendo salvo pela honrosa Lady Whistledown, e não muito depois, homens mal feitores entraram a casa e eles foram obrigados a se defender, segundo a todos, a prova que eram inocentes, estava deitada a cama ainda inconsciente.

Patéticos.

Hoje era mais uma das visitas do médico particular da família para saber o estado de Penelope. Conan andava de um lado para o outro enquanto o médico a analisava.

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