Capítulo 7

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Ótimo!

Seus planos tinham acabado de começar.

Se certificando que ela já estava no fim do corredor, ele saiu pelos fundos da mansão, seu leal criado o esperava com a carruagem, ele a adentrou e ordenou que fossem em direção a casa dela. Por mais que fosse seu uma distância considerável longe, ele passou anos estudando Londres, cada mínimo caminho, inclusive atalhos.

Conan trocou sua roupa rapidamente durante o caminho, colocando seu típico traje preto, era irônico que a peça a qual vestia combinava perfeitamente com o vestido que havia dado a ela.

De fato haviam sido feitos um para o outro!

Um sorriso sugiu em seu rosto quando a carruagem parou de balançar, anunciando que havia chegado a casa da família Featherington, Conan pediu para seu lacaio o aguardar em um beco próximo a casa, destacando a janela, ele decidiu adentrar a porta dos fundos.

Seus passos eram como penas, ele precisava ser cuidadoso, ainda haviam empregados acordados na casa. Quando chegou ao quarto dela, fechou a porta cuidadosamente.

Era hora do show

Ele pegou alguns dos livros que estavam arrumando perfeitamente e os começou a espalhar por todo o cômodo, com cuidado para não danificar nenhum, fazendo a mesma coisa com alguns artefatos dela. Quando escutou a carruagem parar em frente a casa ele teve certeza que ela havia chego.

Sentando-se a poltrona que tinha no aposento ele a esperou. Um sorriso divertido surgiu por de baixo da máscara quando ele viu o rosto de sua amada, mas morreu assim que a viu tentando fugir dele, em um ato rápido, ele a puxou pelos cabelos, fazendo seu pequeno corpo colidir com o seu, com a mão ainda livre ele fechou a porta com força, ela se debatia o dando fortes cotoveladas.

Ela era uma coisinha forte.

A agitação dela o estava tirando do sério, para a fazer ficar quieta, sua mão que segurava seus cabelos percorreu para o lindo pescoço dela, que a horas atrás eram alvos de seus beijos, ele a virou brutalmente, fazendo as costas dela colidirem com a porta, ele aproximou seus rostos, fazendo com que um sentisse a respiração do outro, Conan se perdeu nos olhos dela, eram lindos.

Sua admiração não durou muito, uma forte dor o tomou em meio às pernas, o fazendo cair de joelhos apenas para sentir um soco ser proferido em seu rosto. O homem estava completamente no chão quando a sentiu montar nele.

Deus, que visão maravilhosa era aquela.

Pequenas mãos apertavam seu pescoço, com uma força certamente admirável.

Ele tinha que admitir, fazia cócegas.

Ele levou suas mãos a cintura dela, a segunda firme, ele os virou, ficando por cima dela, prendendo suas pernas deliciosas na dele, apenas para evitar acontecer o ocorrido de antes, como garantia, ele agarrou os pulsos dela em cima da cabeça com sua mão esquerda.

Conan a fez ficar imóvel, ele percebeu sua respiração ofegante, foi inevitável não percorrer seus olhos ao busto dela, a expressão incrédula dela o fez querer rir, ele não perdeu tempo ao levar sua mão livre ao seio dela, dando um aperto forte, o resultado de seu ato foi um alto gemido vindo dela.

Porra! Era ótimo escutar aquele som novamente.

Ela arqueou seu quadril ao dele, Conan apertou seus pulsos mais forte, ele parou antes que as coisas fugisse do seu controle estava ficando difícil se segurar para não a tomar como sua, o homem aproximou seus rostos novamente e direcionou seus lábios a orelha dela.

Ele será mais um velório a qual você irá por sua desobediência – ele sussurrou.

O corpo abaixo do seu travou, ele havia conseguido mecher com ela do jeito que tinha planejado. Saindo de cima dela contra gosto, ele se moveu até a janela a pulando.

Seus passos eram rápidos e largos até o beco a qual a carruagem estava, ele a adentrou e deu coordenadas até sua casa para o lacaio, trocando suas roupas novamente ele deu um suspiro de alívio por ter conseguido parte do que havia planejado.

Quando finalmente chegou em seu destino, dispensado o homem que o tinha trazindo, ele não pensou duas vezes antes de entrar em casa, percorrendo todo o lugar para ter certeza que não havia mais ninguém ali, ele acendeu a lareira que estava localizada no centro a sala de estar, haviam dois grandes litros de óleo ao lado da mesma.

Observando o fogo alto na lareira ele estendeu seu braço direito para dentro da lareira, grunhido e gritando de dor ele esperou que a queimadura estive feia, seus olhos lagrimejavam pela dor, respirando fundo, ele pegou um litro em cada mão e espalhou pela casa.

Voltando para a sala abaixo ele pegou a vela que estava em cima a mesa de centro e sem esperar muito a acendeu, em seguida a derrubou sobre o óleo, era como se estivesse tendo um pequeno dejavu sendo o fogo percorrer o rastro assim como havia acontecido no bordel.

Seus passos eram lentos até a janela enorme que havia na sala, parando em frente a ela, ele observou seu reflexo.

Quando ainda eram crianças, haviam tentado a tirar dele, como se não a merece, como que ele não fosse nada, quando na verdade ele era tudo o que ela precisava, foram anos planejando uma forma de a ter de novo em seus braços, anos sofrendo uma distância que não seria necessária se sua família entendesse até onde ele estava disposto a ir por ela.

Penelope sempre foi mais do que todos imaginavam para ele, ela era a luz em meio a escuridão a qual ele viva desde o dia em que nasceu, ela era seu anjo quando ele frequentemente lutava com seus demônios, o mundo poderia os ignorar, mas ela sempre o viu, e ele sempre a viu, eles eram o que ninguém compreendia.

Respirando fundo, ele se atirou contra a janela, a quebrando, os arbustos amorteceram sua queda o suficiente para não quebrar nenhum osso, porém não o suficiente para não o fazer perder a consciência assim que seu corpo encontrou o chão.

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Oi oi amores, eu li alguns comentários de vocês do capítulo anterior, não pude evitar me sentir o próprio Conan bugando a cabeça de vocês, mas relaxem, foi intencional, espero que esse cap ajude vocês a clarear a mente de vocês, bjs 💋

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