Capítulo 8

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Penelope nem ao menos tinha esperado a carruagem parar quando praticamente pulou da mesma, fazendo seu lacaio frear os cavalos brutalmente. Ela parou em frente a casa, seu peito subia e descia rapidamente com sua respiração irregular.

Estava tudo em chamas, as rosas vermelhas a qual ele havia dito a ela, agora estava resuzidas a cinzas, não havia nenhuma parte da casa em que não estive queimando, sua respiração antes agitada, agora estava mais ainda, tornado quase impossível respirar, sem ao menos perceber, lágrimas grossas desciam por seu rosto.

Sussurros baixos começaram a sair de sua boca em forma de preses, havia algo nele a qual ela não sabia explicar, desde aquele maldito baile era como se ele tivesse a prendido com feitiço que a impediam de esquecê-lo. Ela não poderia perdê-lo também, Penelope tinha certeza que não suportaria a perda dele.

Sendo tirada do transe a qual tinha entrado ela abriu os olhos novamente e olhou para o lacaio que a chamou para irem embora antes que outras pessoas aperececem, sem esperanças e com o coração pesado por não ter o mínimo sinal de vida, a garota virou-se e começou a andar em direção a carruagem.

Quando estava prestes a entrar na carruagem, um gemido de dor foi ouvido pela dama, sua cabeça virou rapidamente para o local novamente, o analisando rápido seus olhos pararam na enorme vidraça quebrada e em baixo dela, uma longa plantação de arbustos. Um suspiro de descrença e alívio alto saiu de seus lábios, ela correu o mais rápido possível para onde havia ouvido o som.

Ela o encontrou

O homem estava de bruços, mas acordado, Penelope caiu de joelhos ao seu lado, o ajudando a se virar para ficar de barriga para cima, ela o olhou com cuidado, haviam pequenos cortes em seu rosto, que ela julgou ser pelo vidro, também havia um corte não muito grande, mas o suficiente para sair sangue, em sua cabeça, a queimadura horrível em seu braço também a preocupou.

– E bom ver você de novo amor – ele proferiu a encarando.

– E bom ver você também, acha que consegue andar? – Ela perguntou com preocupação.

– Claro – ele levantou com dificuldade, estendendo sua mão em seguida para ela, que pegou e levantou-se, ainda se sentindo tonto por conta do corte em sua cabeça ele cambaleou quase indo ao chão novamente, sendo amparado por ela, que colocou o braço intacto dele em volta dos ombros dela, enquanto um de seus braços curtos tentou agarrar sua cintura para o equilibrar, o que era uma cena um tanto engraçada, já que a diferença de altura o fazia ficar completamente torto.

Eles andaram até a carruagem e a adentraram com mais cuidado do que normalmente precisava, Penelope deu instruções ao cocheiro para os levar para a casa de campo da família, que não ficava a menos de uma hora de viajem, ela sentou o homem e em seguida sentou-se em sua frente, se curvando levemente até a barra do vestido, ela rasgou um pedaço do mesmo e deu a ele, que prontamente entendeu o que a dama quis dizer, levando o tecido ao corte em sua cabeça para estancar o sangue.

– Era impressão minha ou a algumas horas atrás estávamos pegando fogo? – ele a perguntou quebrando o silêncio.

– A gente eu não sei, mas a sua casa no entanto... – ela lhe deu um sorriso provocante, que em seguida foi substituído por uma careca – Como começou o fogo? – Penelope perguntou

– Eu não sei, em um segundo eu estava preparando o quarto para recebê-la, e no outro estava pulando a janela para me salvar – ele disse com as sobrancelhas franzindas e olhando para o nada, como se estivesse repassando os acontecimentos anteriores em sua cabeça. Ele a encarou por alguns minutos até se levantar e sentar-se ao lado dela, pegando gentilmente sua mão.

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