Capítulo 9

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Penelope correu rapidamente para a biblioteca enquanto lágrimas grossas desciam por suas bochechas redondas. Era seu aniversário de sete anos, era para ser seu dia especial, mas como sempre alguém o estragava, e mais uma vez ela corria para se esconder.

Glinda Cooper era a irmã mais velha de Cressida Cooper, ambas eram megeras a qual sempre que tinham a chance, zombavam da pequena garota, e aquele dia em questão não havia sido diferente, já que a criança cujo os cabelos eram ruivos se encontrava escondida em seu pequeno esconderijo que tinha descoberto em seu lugar favorito.

Uma vez lá dentro, Penelope ouviu a porta da biblioteca ser aberta, tentando ficar o mais quieta possível para não ser descoberta, ela falhou miseravelmente quando a portinha invisível do local foi aberta.

– Posso entrar? – o garoto alto perguntou, a menina levantou a cabeça para o encarar, encontrando os lindos pares de olhos azuis a qual ela passou admirava, se sentindo derrotada, ela acentiu.

Se movendo um pouco, ela deu espaço para ele caber, o que aconteceu com um pouco mais de dificuldade, quase a fazendo rir ao o ver todo espremido. Fechando a porta ele a encarou.

– Você está bem Pen? – ele perguntou com preocupação estampada em seu rosto – Sabe que não precisa ligar para aquela burra não é?  – ele disse calmo.

– Eu sei, mas ainda assim dói, por que elas fazem isso? – Penelope perguntou chorosa.

– Elas sentem inveja, você é inteligente, bonita, elegante, você parece um anjo – ele a olhou firme.

– Não pareço não – ela negou com a cabeça deixando lágrimas derramarem por seu rosto.

– Tem razão, você não parece, você é – ele passou delicadamente suas mãos ao rosto dela, limpando suas lágrimas, ele a puxou para um forte abraço, se aninhando a ele, ela o deixou acariciar seus cabelos – Você é meu anjinho.

Sentindo pequenos raios de sol atingirem seus olhos, Penelope os abriu, olhando ao seu aredor,  ela reconheceu onde estava, virando-se para o outro lado da cama ela o encontrou vazio, obrigando a sentar-se, ela esfregou os olhos como ajuda para espantar o sono, enquanto respirava fundo, foi atingida com um cheiro forte de café da manhã.

– Olha só quem acordou – a voz rouca ecoou da porta, a fazendo olhar para a direção, ele estava encostado no bartender a olhando.

– Me carregou até aqui? – ela o observou apenas acentir em concordância – Eu o machuquei? – perguntou sincera, recebendo um grande franzir de sobrancelhas.

– E por que me machucaria? – ele perguntou confuso, Penelope já tinha sentido suas bochechas queimar em vergonha.

– Com o meu peso, eu o machuquei? – perguntou novamente desviando o olhar.

– Está brincando comigo não é? – ele disse com a expressão incrédula estampada em seu rosto, enquanto andava em passos firmes em direção a cama. Ela nem ao menos teve tempo de protestar quando ele a pegou pelo quadril,  jogando-a por cima do ombro esquerdo, lhe arrancando um grito surpreso.

– Conan Torbrige, eu exijo que me coloque no chão agora mesmo! – sua voz saiu mais abafada do que pretendia por conta da posição a qual se encontrava, o sentindo se locover, Penelope começou a se debater, proferindo pequenos tapas nas costas do homem, que em resposta a devolveu um forte tapa em sua bunda, lhe arrancando outro grito. Quando chegaram a cozinha ele a sentou na cadeira e em seguida sentou-se ao seu lado, agarrado suas bochechas ainda vermelhas ele a fez o encarar.

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