Conan apenas percebeu que a carruagem havia parado quando o cocheiro abriu a porta. A respiração de Penelope ficava cada vez mais fraca. Ele mal sabia onde estava.
O homem lhe estendeu a mão para que saísse da carruagem, ele não a pegou, apertou sua mulher mais forte em seu colo enquanto saia. Estava em frente a uma casa, uma bela casa por sinal, com o cenho franzindo, ele virou o rosto para o homem.
- A senhorita me pediu que se caso algo desse errado, eu deveria a trazer a esse endereço - antes que pudesse sequer protestar, a porta da casa se abriu, revelando um homem alto, de cabelos escuros e olhos castanhos.
- Oh Deus... - não muito atrás, Conan pode identificar uma de estatura baixa com cabelos loiros.
- Por favor... - ele proferiu baixo.
O homem parado a porta se aproximou e o olhou profundamente, como se pedisse permissão para tal alto. Penelope pediu para que estivessem ali, ela confiava no homem, ele também confiaria. Não precisou de diálogo algum para que Conan passasse a mulher para os braços dele. Assim que soube que ela estava segura, seu mundo ficou turvo, a última coisa que sentiu, foi o cheiro inebriante dela.
Dia seguinte...
Seus olhos estavam passados, mas o cheiro de café fresco em suas narinas o fez acordar. Suas costas pareciam doer menos, e levou algum minutos para recuperar a consciência e identificar o coxão macio onde estava deitada.
Penelope!
Conan sentou-se rapidamente na cama olhando para os lados. Estava prestes a abrir a porta quando deu de cara com o mesmo homem da noite passada.
- Vejo que já acordou - ele lhe seu um sorriso.
- Onde ela está? - sua garganta doeu ao perguntar.
O homem apenas virou-se de costas e andou até a última porta do corredor, Conan o segui. A porta estava entreaberta, mas pode ver com maestria a figura de sua esposa deitada, ainda inconsciente, porém, sua respiração já estável, ao lado dela, a mesma mulher loira de ontem a noite passava alguma coisa no rosto de Penelope.
- Ela irá ficar bem, desde o momento em que entreguei aquele pequeno frasco nas mãos da senhora Featherington, tive medo do que ela pudesse fazer consigo mesma, disse a ela que não havia um antídoto, com a intenção de que ela não fizesse algo a si mesma, mas a subestimei - ele quebrou o silêncio.
- E por que ela tentaria algo que a machucasse? - ele perguntou amargo, o homem apenas respirou fundo.
- Me chamo Dàrio Zardini a propósito, a senhora Featherington me contratou para achá-lo - ele lhe deu a mão, Conan focou sua atenção no homem.
- Ela... me procurou? - sua voz saiu falhanda.
Deus... o que ele tinha feito?
- Incansavelmente senhor - o detetive voltou seu olhar para o quarto.
- São casados? - ele perguntou, ainda tentando organizar seus pensamentos, seu olhar também voltou para dentro do cômodo.
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Darkness
Fanfiction- Eu odeio você. - Eu amo você. Depois de ser alvo de zombaria por quem pensava ser seus amigos, Penelope se encontrava cada vez mais distante de tudo e de todos ao seu aredor, e naquela noite a garota não estava muito diferente, era o seu segundo a...
